Não posso negar, estava bastante ansioso, logo após o comprimento iniciamos os estudos e a briga pela melhor pegada, ele tentava me patolar com a mão direita e eu me esquivava e tentava patolá-lo da mesma forma, dificultando suas investidas, ele nitidamente levava vantagem no quesito força e ataque, por algumas vezes ele conseguiu me patolar e rapidamente tentava um osoto-gari, mas sem efeito. Eu por outro lado não conseguia fazer uma entrada se quer, esta situação me levou a levar a primeira advertência (shido) por falta de combatividade e ele sabendo desta punição continuou dominando a pegada e forçou uma nova advertência (outro shido), só que desta vez ela se tornou um yuko.
Agora a situação me obrigava a mudar a forma de luta e conseqüentemente eu precisaria abrir o jogo, isto é, precisava me expor, fiz algumas investidas sem qualquer efeito e em um momento quando o Juiz disse MATE por sairmos da área, aconteceu o que eu temia; No retorno (Hajime) ele veio rapidamente para cima e conseguiu pegar a minha manga e patolar-me, esticou a perna e entrou um osoto-gari - Yuko! Gritou o Juiz. Para minha sorte o golpe não foi efetivo – um Ippon, eu consegui virar no momento exato da queda, caindo de lado.
Levantei furioso disposto a virar a luta, não me importava se ia perder de Ippon ou Yuko, eu queria ganhar, para isto fui para cima e trocamos pegadas e aplicamos vários golpes sem efeito, faltando 10 segundos para terminar a luta ele começou a me empurrar para fora da área, eu rapidamente segurei nas duas mangas pressionei-as para baixo e virei um sode-tsuri-komi-goshi, senti ele subir nas minhas costas quando a manga esquerda dele escapou da minha mão e eu não consegui finalizar o golpe, ele escorregou pelo meu lado direito e ouvi no fundo o arbitro dizer : SOROMADE!
Minha ultima esperança havia literalmente escapado pela minha mão direita e também qualquer chance de me classificar na competição, precisava vencer esta lutar para ir para semifinal.
Para dizer a verdade fiquei até certo ponto satisfeito, no final da luta eu olhava para o rosto do Trinca e o via suado, cansado e me parecia um pouco assustado, creio que ele percebeu que se a manga não tivesse escapado eu conseguiria ter finalizado no último segundo, mas como no judô não existe “SE” ele saiu vitorioso. Além disto, ele é um atleta TOP no Master e é uma pessoa que merece todo o respeito.
Para finalizar os combates na luta seguinte ele venceu com facilidade e na final ele enfrentou o Rogerio Shinobi da Vila Sonia, onde perdeu sua invencibilidade na competição.
Após a luta e com o meu ânimo em seu devido lugar o meu o corpo começou a esfriar e comecei a sentir algumas dores musculares, vamos dizer: - Sintomas comuns para um veterano depois de um shiai. Mas uma dor especifica começou a incomodar com maior freqüência – o desconforto em meu ombro direito começou a aumentar. Isto mesmo, aquela mesma dor de semanas atrás agora aumentada exponencialmente, porém não sabia o quanto a minha ignorância iria custar...
Em vários momentos procuramos superar expectativas e alcançar objetivos, e para cada um destes momentos gastamos horas de preparação, execução e finalização. Estes momentos podem ser conscientes ou inconscientes e precisam de um alto grau de “determinação” e empenho para se conseguir o Ippon, o “Golpe Perfeito”, o “Nockout” – Acreditando nesta palavra gostaria de dividir com vocês idéias e experiências, servindo de inspiração para nossas ações futuras.
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domingo, 29 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
V Copa Budokan de Judô - 2010 – Mogi – Parte I
Em 13 de Janeiro de 2010 retorno aos treinos e aos preparativos para as competições de 2010, sinceramente estava empolgado com os resultados do ano anterior, via boas perspectivas para o ano.
Em 04 de Janeiro completei exatamente um ano sem fumar, uma vitoria tão fantástica quanto ganhar um campeonato Brasileiro. Neste periodo eu estava bem e só precisava me dedicar aos treinos, a primeira competição seria V Copa Budokan de Judô em Mogi das Cruzes e seria muito forte. Todos os competidores precisavam pegar ritmo e esta competição seria a única oportunidade antes da Copa São Paulo, primeira competição oficial do calendário paulista, e premiaria o primeiro colocado com uma vaga para o Campeonato Paulista e Sul Brasileiro.
Como todo inicio de ano a maioria estava fora de forma e peso, e no meu caso não era diferente, estava com 86 kilos, e a categoria que iria lutar o limite era de 81 kilos, resumindo precisava entrar em forma rapidamente. Treinando mais forte e comendo um pouco menos consegui chegar aos 81kilos e estar apto a lutar no Meio-Médio, algo que só consegui as vésperas da competição.
Chegamos cedo ao ginásio municipal de Mogi das Cruzes e fui rapidamente para a pesagem, para a minha alegria pesei 81 kilos cravados. Na minha categoria tinha atletas bastante fortes como o Trinca, o Xuxu e o Shinobi, todos bastante experientes em competições Master.
Lembro-me que diferente da década de 80 hoje não se sabe qual a área que se vai lutar, é feita uma fila imensa de atletas e conforme as áreas vão ficando vazias são preenchidas por novos combates. Não posso negar ficou mais rápido e aparentemente mais organizado, mas é extremamente cansativo para os atletas e estimula o nervosismo para a luta, além de prejudicar o espectador que não sabe quem vai lutar e onde. Esta sensação para quem assiste é muito confusa.
A minha primeira luta seria com um rapaz do São Caetano, um faixa marrom que parecia nervoso, preocupado e descrente, neste combate para ajudar o nosso nervosismo descobrimos que o combate seria gravado para o programa “Caminho Suave” que passa todos os domingos as 16:00 hs no canal TV Aberta e fica disponível na internet no link http://www.programacaminhosuave.com.br/, muito destes combates são narrados pelo grande amigo, judoca e professor Fernando Catalano.
Eu estava suando e rezava para a lutar começar logo, sabia que depois do primeiro golpe tudo voltaria ao normal, Lembro-me da pegada, consegui matar gola e manga com facilidade, deixei o braço de meu adversário inoperante, empurrava-o para fora da área quando ele resolveu soltar a mão da minha manga, era tudo que eu precisava, rapidamente entrei um o-soto-gari sem defesa – IPPON! Foi muito bonito, com a descarga da adrenalina acabei saindo até de maneira errada, fui querer passar na frente do arbitro lateral que logo me corrigiu.
A minha segunda luta seria duríssima, o meu adversário seria o Trinca. Eu treinei com ele uma única vez no Projeto Futuro e tinha sofrido bastante para sair da sua pegada, naquele treino fui jogado algumas vezes, desta forma eu sabia o que deveria ser feito, tinha consciência de sua força e preparo físico. Neste momento eu entendia que podia ter alguma vantagem a minha envergadura e a quantidade de golpes pareciam ser maiores, mas eu tinha certeza, se eu perdesse a pegada seria jogado sem piedade e pensando desta forma iniciei o combate.
Em 04 de Janeiro completei exatamente um ano sem fumar, uma vitoria tão fantástica quanto ganhar um campeonato Brasileiro. Neste periodo eu estava bem e só precisava me dedicar aos treinos, a primeira competição seria V Copa Budokan de Judô em Mogi das Cruzes e seria muito forte. Todos os competidores precisavam pegar ritmo e esta competição seria a única oportunidade antes da Copa São Paulo, primeira competição oficial do calendário paulista, e premiaria o primeiro colocado com uma vaga para o Campeonato Paulista e Sul Brasileiro.
Como todo inicio de ano a maioria estava fora de forma e peso, e no meu caso não era diferente, estava com 86 kilos, e a categoria que iria lutar o limite era de 81 kilos, resumindo precisava entrar em forma rapidamente. Treinando mais forte e comendo um pouco menos consegui chegar aos 81kilos e estar apto a lutar no Meio-Médio, algo que só consegui as vésperas da competição.
Chegamos cedo ao ginásio municipal de Mogi das Cruzes e fui rapidamente para a pesagem, para a minha alegria pesei 81 kilos cravados. Na minha categoria tinha atletas bastante fortes como o Trinca, o Xuxu e o Shinobi, todos bastante experientes em competições Master.
Lembro-me que diferente da década de 80 hoje não se sabe qual a área que se vai lutar, é feita uma fila imensa de atletas e conforme as áreas vão ficando vazias são preenchidas por novos combates. Não posso negar ficou mais rápido e aparentemente mais organizado, mas é extremamente cansativo para os atletas e estimula o nervosismo para a luta, além de prejudicar o espectador que não sabe quem vai lutar e onde. Esta sensação para quem assiste é muito confusa.
A minha primeira luta seria com um rapaz do São Caetano, um faixa marrom que parecia nervoso, preocupado e descrente, neste combate para ajudar o nosso nervosismo descobrimos que o combate seria gravado para o programa “Caminho Suave” que passa todos os domingos as 16:00 hs no canal TV Aberta e fica disponível na internet no link http://www.programacaminhosuave.com.br/, muito destes combates são narrados pelo grande amigo, judoca e professor Fernando Catalano.
Eu estava suando e rezava para a lutar começar logo, sabia que depois do primeiro golpe tudo voltaria ao normal, Lembro-me da pegada, consegui matar gola e manga com facilidade, deixei o braço de meu adversário inoperante, empurrava-o para fora da área quando ele resolveu soltar a mão da minha manga, era tudo que eu precisava, rapidamente entrei um o-soto-gari sem defesa – IPPON! Foi muito bonito, com a descarga da adrenalina acabei saindo até de maneira errada, fui querer passar na frente do arbitro lateral que logo me corrigiu.
A minha segunda luta seria duríssima, o meu adversário seria o Trinca. Eu treinei com ele uma única vez no Projeto Futuro e tinha sofrido bastante para sair da sua pegada, naquele treino fui jogado algumas vezes, desta forma eu sabia o que deveria ser feito, tinha consciência de sua força e preparo físico. Neste momento eu entendia que podia ter alguma vantagem a minha envergadura e a quantidade de golpes pareciam ser maiores, mas eu tinha certeza, se eu perdesse a pegada seria jogado sem piedade e pensando desta forma iniciei o combate.
domingo, 1 de maio de 2011
Brasileiro de Veteranos 2009 – Resultado Esperado
Apesar do cansaço e sono, eu no fundo queria lutar, mas sentia-me um pouco culpado e não sentia-me confortavel em competir. Nesta uma hora pensei varias vezes em não lutar, mas logo em seguida apareciam lembranças fortes instigando-me a lutar. Tenho certeza que ele não ficaria feliz se eu não lutasse, possivelmente uma das suas decepções foi eu ter parado de praticar judô na decada de 90, quando tive a primeira cirurgia no meu tornozelo. Pensando nisto e por outras razões particulares decidi lutar e comecei a preparar as coisas para competir, tomei um banho, falei com a Sabrina e fui para o Sport Club Corinthians. Sinceramente acreditava que poderia surpreender, apesar de não ser supersticioso não podia esquecer, nos anos 80 nunca havia ganho uma competição naquele Ginásio, o maximo que consegui foi um terceiro lugar, ganho por um koka duvidoso. Neste momento pensei que tabus foram feitos para serem quebrados e naquele dia eu poderia vencer mais um.
Após a pesagem confirmou-se - Eu estava na categoria até 81 kgs (meio-médio), M2 (35 até 39 anos) fiquei vagando pelo ginásio e não conseguia me concentrar. Fiquei parado olhando para as áreas de competição me veio uma lembrança não tão agradável. Lembrei-me que a ultima competição que participei naquele Ginásio foi contra o Uchida (Vila Sonia) na categoria Junior Ligeiro, fazia muitos anos, porém recordei que vencia a luta por um yuko merecia um wazari, foi um lindo Yoko-Tomoe utilizando o pé-direito algo que não era comum eu fazer, afinal meu pé bom é o esquerdo. Lembro-me como se fosse hoje, eu controlava a luta, estava ganhandoe faltava pouco menos de cinco segundos, ele andou para o lado eu travei o passo, e nesse momento ele entrou rapidamente um Yoko-Tomoe - Wazari e Soromade gritou o Juiz. perdi a luta ... Triste lembrança, mas tinha consciência ganhar ou perder é parte da vida e devemos aprender com cada uma delas.
Fora a lembrança inadequada para o momento, quando iniciou os combates estava calmo, não havia pressão sobre os meus ombros, a primeira luta foi com um rapaz de São Paulo, faixa marrom, era canhoto e tinha a pegada forte, tentei algumas vezes o ouchi-gari e o-soto-gari sem qualquer efeito. Em seguida ele tomou uma advertência (shido) por falta de combatividade, no momento que o arbitro autorizou a volta do combate (hajime!), matei a manga esquerda, deixei ele patolar o meu ombro, arranquei a pegada com a mão direita, fazendo a pegada manga-manga, empurrando para fora da área no momento que ele parou de recuar entrei rapidamente um sode-tsuri-komi-goshi, Ippon! Gritou o arbitro.Final de combate, e eu estava satisfeito com o primeiro combate.
No segundo combate enfrentaria o Denilson (Praia Grande) atleta forte, e que havia ficado em segundo lugar no Paulista Sênior deste ano, sinceramente achei que poderia surpreendê-lo, mas logo nos primeiros segundos percebi que não seria tarefa fácil, sua pegada tinha um pressão incrível e conseqüentemente não conseguia me mover com facilidade e muito menos arrastá-lo, tentei entrar alguns golpes de perna como de-ashi-barai, ouchi-gari e ameçava alguns uti-matas. Neste momento percebi que ele aguardava calmamente uma oportunidade, rapidamente ele patolou-me e travou os meus movimentos, levando-me para o canto da área e aplicou um sumi-gaeshi – wazari! Gritou o arbitro, em seguida ele partiu para ossae-komi , utilizando o tate-shiho-gatame, com a imobilização ficou impossível de movimentar , passaram-se vinte segundos – wazari! Ippon! Soromade. Terminava ali a minha esperança de surpreender, agora para minha decepção teria que aguardar a repescagem para tentar o terceiro lugar.
Fiquei muito apreensivo e estava cansado, queria acabar logo com aquilo. Meu próximo adversário seria um faixa marrom, não me parecia forte e nem habilidoso, primeiro erro – subestimar seu adversário. Para dificultar ainda mais eu comenti um segundo erro – Eu o pressionava meu adversario para lutar logo.
Minha espera demorou aproximadamente quinze minutos e fomos para área de combate, após o hajime, segurei em seu kimono e percebi que não seria complicado até entrar o primeiro golpe. Quando tentei entrar um o-soto-gari, percebi que a base dele era forte, e que ele se pendurava em mim, dificultado as minhas investidas, ele lutava com o braço duro não deixando me aproximar e eu não o movimentava o suficiente para colocá-lo em uma posição desconfortável, este foi o meu terceiro erro, da metade da luta em diante sentia o cansaço por ele estar pendurando em mim e numa entrada desajeitada e desesperada de ouchi-gari acabei levando um contra golpe um de-ashi-barai, wazari! Decretou o arbitro, eu estava incrédulo e irritado ao mesmo tempo e infantilmente comecei atacar desenfreadamente e quando parei de atacar o meu adversário se pendurou e entrou um Yoko-Wakare pendurando-se em mim e me jogou... Ippon! Acabava ali a chance do terceiro lugar e eu agora teria que me contentar com o quinto lugar.
Para ser sincero eu não fiquei chateado com o resultado, apesar de não gostar de perder, mas naquele momento eu estava muito mais preocupado com o meu pai e queria saber se ele estava bem. De qualquer forma, a minha atitude ou comportamento não poderiam ser justificadas, depois de algum tempo eu me senti mal, pois tenho certeza que não fiz o meu melhor...
Após a pesagem confirmou-se - Eu estava na categoria até 81 kgs (meio-médio), M2 (35 até 39 anos) fiquei vagando pelo ginásio e não conseguia me concentrar. Fiquei parado olhando para as áreas de competição me veio uma lembrança não tão agradável. Lembrei-me que a ultima competição que participei naquele Ginásio foi contra o Uchida (Vila Sonia) na categoria Junior Ligeiro, fazia muitos anos, porém recordei que vencia a luta por um yuko merecia um wazari, foi um lindo Yoko-Tomoe utilizando o pé-direito algo que não era comum eu fazer, afinal meu pé bom é o esquerdo. Lembro-me como se fosse hoje, eu controlava a luta, estava ganhandoe faltava pouco menos de cinco segundos, ele andou para o lado eu travei o passo, e nesse momento ele entrou rapidamente um Yoko-Tomoe - Wazari e Soromade gritou o Juiz. perdi a luta ... Triste lembrança, mas tinha consciência ganhar ou perder é parte da vida e devemos aprender com cada uma delas.
Fora a lembrança inadequada para o momento, quando iniciou os combates estava calmo, não havia pressão sobre os meus ombros, a primeira luta foi com um rapaz de São Paulo, faixa marrom, era canhoto e tinha a pegada forte, tentei algumas vezes o ouchi-gari e o-soto-gari sem qualquer efeito. Em seguida ele tomou uma advertência (shido) por falta de combatividade, no momento que o arbitro autorizou a volta do combate (hajime!), matei a manga esquerda, deixei ele patolar o meu ombro, arranquei a pegada com a mão direita, fazendo a pegada manga-manga, empurrando para fora da área no momento que ele parou de recuar entrei rapidamente um sode-tsuri-komi-goshi, Ippon! Gritou o arbitro.Final de combate, e eu estava satisfeito com o primeiro combate.
No segundo combate enfrentaria o Denilson (Praia Grande) atleta forte, e que havia ficado em segundo lugar no Paulista Sênior deste ano, sinceramente achei que poderia surpreendê-lo, mas logo nos primeiros segundos percebi que não seria tarefa fácil, sua pegada tinha um pressão incrível e conseqüentemente não conseguia me mover com facilidade e muito menos arrastá-lo, tentei entrar alguns golpes de perna como de-ashi-barai, ouchi-gari e ameçava alguns uti-matas. Neste momento percebi que ele aguardava calmamente uma oportunidade, rapidamente ele patolou-me e travou os meus movimentos, levando-me para o canto da área e aplicou um sumi-gaeshi – wazari! Gritou o arbitro, em seguida ele partiu para ossae-komi , utilizando o tate-shiho-gatame, com a imobilização ficou impossível de movimentar , passaram-se vinte segundos – wazari! Ippon! Soromade. Terminava ali a minha esperança de surpreender, agora para minha decepção teria que aguardar a repescagem para tentar o terceiro lugar.
Fiquei muito apreensivo e estava cansado, queria acabar logo com aquilo. Meu próximo adversário seria um faixa marrom, não me parecia forte e nem habilidoso, primeiro erro – subestimar seu adversário. Para dificultar ainda mais eu comenti um segundo erro – Eu o pressionava meu adversario para lutar logo.
Minha espera demorou aproximadamente quinze minutos e fomos para área de combate, após o hajime, segurei em seu kimono e percebi que não seria complicado até entrar o primeiro golpe. Quando tentei entrar um o-soto-gari, percebi que a base dele era forte, e que ele se pendurava em mim, dificultado as minhas investidas, ele lutava com o braço duro não deixando me aproximar e eu não o movimentava o suficiente para colocá-lo em uma posição desconfortável, este foi o meu terceiro erro, da metade da luta em diante sentia o cansaço por ele estar pendurando em mim e numa entrada desajeitada e desesperada de ouchi-gari acabei levando um contra golpe um de-ashi-barai, wazari! Decretou o arbitro, eu estava incrédulo e irritado ao mesmo tempo e infantilmente comecei atacar desenfreadamente e quando parei de atacar o meu adversário se pendurou e entrou um Yoko-Wakare pendurando-se em mim e me jogou... Ippon! Acabava ali a chance do terceiro lugar e eu agora teria que me contentar com o quinto lugar.
Para ser sincero eu não fiquei chateado com o resultado, apesar de não gostar de perder, mas naquele momento eu estava muito mais preocupado com o meu pai e queria saber se ele estava bem. De qualquer forma, a minha atitude ou comportamento não poderiam ser justificadas, depois de algum tempo eu me senti mal, pois tenho certeza que não fiz o meu melhor...
domingo, 24 de abril de 2011
Brasileiro de Veteranos 2009 – A preparação
Após o Sulamericano fiquei uma semana recuperando-me do shiai, isto comprova a minha teoria, eu estava fisicamente despreparado. Meu corpo sentia o esforço efetuado nos dias anteriores. Pensando nestes problemas comecei a planejar meu treinamento até o Brasileiro previsto para Novembro de 2009. Aumentei a carga de treinos e procurei treinar pelo menos quatro vezes por semana. Para evitar contusões mais serias adotei a rotina de não treinar muito forte, porém o velho corpo despreparado começou a sentir o esforço e algumas contusões começaram a surgir. Primeiro foram os tornozelos e depois o ombro direito, sentia algumas fisgadas, mas depois de aquecido a dor passava e eu continuava a treinar.
Esta foi minha rotina de treino inicial, obvio que o planejamento determinado não se manteve até o final, no meio deste processo ocorreu um fato que mexeria comigo e meus famíliares e consequentemente mudaria a rotina de todos.
Minha mãe constantemente dizia que meu pai estava com muitas dores e não queria ir ao medico de jeito nenhum. Tentei por algumas vezes convencê-lo a ir para o hospital, mas todas as investidas foram em vão, e eu sinceramente acreditava que a situação estava sob controle e no momento oportuno ele nos deixaria levá-lo. Não me lembro exatamente quando, mas minha mãe reclamava que meu pai marcava os exames e não fazia ou os mesmos eram marcados com uma distancia muito longa prejudicando a sua coragem de fazê-los. Porém em determinado momento as dores começaram a ficar mais fortes e eu estava muito preocupado. Em uma conversa com uma amiga Pilar, a quem serei eternamente grato, comentou e indicou o Doutor Murilo homem calmo e discreto que nos ajudaria com tal imbróglio.
Meu pai tinha pavor de hospital por uma serie de motivos, mas graças a Deus o Doutro Murilo conseguiu marcar grande parte dos exames no mesmo dia. Ficamos o dia todo no hospital, meu pai reclamava e queria ir embora, mas depois de dar varias broncas consegui conter sua angustia e ele conseguiu fez os exames.
Lembro-me da noticia do Dr. Murilo e não eram nada animadores, ele estava com metástase por todo abdômen e brevemente o seu intestino iria parar. Seria necessário fazer uma cirúrgia o mais rápido possível, porém devido ao grau avançado da doença, consegui convencer ao Dr. Murilo a deixá-lo a voltar para casa.
De volta para casa meu pai se sentia um pouco mais tranqüilo e aliviado, eu não disse nada profundo para ninguém sobre a doença, mas disse que a situação era grave, e possivelmente meu pai precisaria ser internado, então precisava da compreensão e paciência todos. Com o passar dos dias fui contando sobre a doença para o meu pai, apesar de achar que ele já sabia, mas acreditei que por um motivo ou outro não quis enfrentá-la ou achou poderia resolvê-la de alguma outra forma, mas infelizmente esta doença é cruel e não tem piedade, especialmente se não for tratada desde o inicio.
Como era esperado na véspera da competição 14/11/2009 meu pai começou a sentir-se mal e teve que ser internado para fazer uma cirurgia de emergência, o seu intestino havia parado de funcionar e agora necessitaria tirar parte do intestino grosso e fazer uma ......, a cirurgia levou boa parte da madrugada do dia 15, mas lembro que o Dr. Murilo as 4:30 am aproximadamente informou que tudo estava bem e agora ele ficaria em recuperação e que podia ir para casa. Não preciso nem dizer, fui para casa e não consegui dormir, fiquei perambulando pelo apartamento por algum tempo, deitei na cama e fiquei pensando se deveria ou não lutar...
Esta foi minha rotina de treino inicial, obvio que o planejamento determinado não se manteve até o final, no meio deste processo ocorreu um fato que mexeria comigo e meus famíliares e consequentemente mudaria a rotina de todos.
Minha mãe constantemente dizia que meu pai estava com muitas dores e não queria ir ao medico de jeito nenhum. Tentei por algumas vezes convencê-lo a ir para o hospital, mas todas as investidas foram em vão, e eu sinceramente acreditava que a situação estava sob controle e no momento oportuno ele nos deixaria levá-lo. Não me lembro exatamente quando, mas minha mãe reclamava que meu pai marcava os exames e não fazia ou os mesmos eram marcados com uma distancia muito longa prejudicando a sua coragem de fazê-los. Porém em determinado momento as dores começaram a ficar mais fortes e eu estava muito preocupado. Em uma conversa com uma amiga Pilar, a quem serei eternamente grato, comentou e indicou o Doutor Murilo homem calmo e discreto que nos ajudaria com tal imbróglio.
Meu pai tinha pavor de hospital por uma serie de motivos, mas graças a Deus o Doutro Murilo conseguiu marcar grande parte dos exames no mesmo dia. Ficamos o dia todo no hospital, meu pai reclamava e queria ir embora, mas depois de dar varias broncas consegui conter sua angustia e ele conseguiu fez os exames.
Lembro-me da noticia do Dr. Murilo e não eram nada animadores, ele estava com metástase por todo abdômen e brevemente o seu intestino iria parar. Seria necessário fazer uma cirúrgia o mais rápido possível, porém devido ao grau avançado da doença, consegui convencer ao Dr. Murilo a deixá-lo a voltar para casa.
De volta para casa meu pai se sentia um pouco mais tranqüilo e aliviado, eu não disse nada profundo para ninguém sobre a doença, mas disse que a situação era grave, e possivelmente meu pai precisaria ser internado, então precisava da compreensão e paciência todos. Com o passar dos dias fui contando sobre a doença para o meu pai, apesar de achar que ele já sabia, mas acreditei que por um motivo ou outro não quis enfrentá-la ou achou poderia resolvê-la de alguma outra forma, mas infelizmente esta doença é cruel e não tem piedade, especialmente se não for tratada desde o inicio.
Como era esperado na véspera da competição 14/11/2009 meu pai começou a sentir-se mal e teve que ser internado para fazer uma cirurgia de emergência, o seu intestino havia parado de funcionar e agora necessitaria tirar parte do intestino grosso e fazer uma ......, a cirurgia levou boa parte da madrugada do dia 15, mas lembro que o Dr. Murilo as 4:30 am aproximadamente informou que tudo estava bem e agora ele ficaria em recuperação e que podia ir para casa. Não preciso nem dizer, fui para casa e não consegui dormir, fiquei perambulando pelo apartamento por algum tempo, deitei na cama e fiquei pensando se deveria ou não lutar...
domingo, 17 de abril de 2011
1ª Competição Oficial – Sul Americano de Veteranos – Absoluto
Para fazer a inscrição no absoluto nós tínhamos um período de aproximadamente uma hora e meia, durante este periodo perguntei a mim e a amigos se deveria lutar, no fundo já sabia a resposta, mas estava inseguro e procurava algo ou alguma coisa para me apoiar, isto é, queria um empurrãozinho. Não demorou muito para decidir-me, percebi vários atletas do meio-leve, leve e meio-médio M2 se inscrevendo, então decidi ir até a mesa tecnica e fazer a minha inscrição também.
Uma das primeiras lutas do Absoluto M2 foi o rapaz que classificou primeiro na minha categoria versus o Sergião (Palmeiras), combate que imaginei ser tranqüilo para o Sergio, enganei-me redondamente o rapaz do sul era realmente muito forte e deu uma canseira no Sergio até jogá-lo de yuko, surpresa na área! Estava ansioso e o Motta acabou me tranqüilizando, passou dicas importantes sobre o meu primeiro adversário. Motta disse-me que era um adversário duro, mas não tinha nenhum golpe forte para me preocupar, fiquei um pouco mais tranqüilo com a informação e comecei a me preparar para o combate.
Quando comparo as lutas anteriores que fiz na categoria versus a primeira luta no absoluto, eu considero que estava extremamente calmo, mas aguardava ansioso a entrada no tatame. Após o hajime efetuado pelo arbitro central as coisas se tornaram muito complicadas, ele era destro, tinha bastante força, e imprimia um volume forte na luta, conclusão, perdia a pegada há todo o momento e não consegui me aproximar. Ele me patolava e deixava o braço duro, pesando nas costas e além de tudo ele dava vários chutes (Eu não posso chamar o que ele fazia de de-ashi-barai - risos), neste formato de luta e eu não conseguia me movimentar acabei recendo shido (advertência por falta de ataque), não demorou muito levei o segundo shido e conseqüentemente perdia por yuko, tentei atacar algumas vezes, mas não tive sucesso. Somente em uma ocasião consegui entrar um ouchi-gari e derrubá-lo, na minha opinião um wazari, mas o arbitro lateral acusou que eu apliquei fora da área e foi invalidando a minha investida, a partir deste momento o gás acabou e não tinha mais comando sobre o meu corpo, o meu adversario começou a movimenta-se mais rapido e me abaixou-me, forçando-me a levar uma nova punição, porém agora perdia de wazari. Por alguns instantes consegui me recompor e lutar mais um minuto até o final do combate, mas perdia inquestionavelmente, em nenhum momento tive o controle da luta e em um único momento dei um golpe efetivo, terminei conformado, mas estava ciente que precisava melhorar muito se planejava vôos mais altos no Master.
A partir daí comecei a pensar nas minhas falhas e no que poderia melhorar, e nas ultimas horas da competição acompanhei as lutas por equipe e conversei com os amigos, algo que não tem preço.
As competições Masters são uma forma de extravasar as tensões do dia-a-dia e de rever os amigos. Não posso reclamar de nada foi ótimo, ganhei uma medalha e estava motivado a continuar, próxima parada Campeonato Brasileiro Master, eu estava com bons pressentimentos sobre esta competição, mas como nada é fácil...
Uma das primeiras lutas do Absoluto M2 foi o rapaz que classificou primeiro na minha categoria versus o Sergião (Palmeiras), combate que imaginei ser tranqüilo para o Sergio, enganei-me redondamente o rapaz do sul era realmente muito forte e deu uma canseira no Sergio até jogá-lo de yuko, surpresa na área! Estava ansioso e o Motta acabou me tranqüilizando, passou dicas importantes sobre o meu primeiro adversário. Motta disse-me que era um adversário duro, mas não tinha nenhum golpe forte para me preocupar, fiquei um pouco mais tranqüilo com a informação e comecei a me preparar para o combate.
Quando comparo as lutas anteriores que fiz na categoria versus a primeira luta no absoluto, eu considero que estava extremamente calmo, mas aguardava ansioso a entrada no tatame. Após o hajime efetuado pelo arbitro central as coisas se tornaram muito complicadas, ele era destro, tinha bastante força, e imprimia um volume forte na luta, conclusão, perdia a pegada há todo o momento e não consegui me aproximar. Ele me patolava e deixava o braço duro, pesando nas costas e além de tudo ele dava vários chutes (Eu não posso chamar o que ele fazia de de-ashi-barai - risos), neste formato de luta e eu não conseguia me movimentar acabei recendo shido (advertência por falta de ataque), não demorou muito levei o segundo shido e conseqüentemente perdia por yuko, tentei atacar algumas vezes, mas não tive sucesso. Somente em uma ocasião consegui entrar um ouchi-gari e derrubá-lo, na minha opinião um wazari, mas o arbitro lateral acusou que eu apliquei fora da área e foi invalidando a minha investida, a partir deste momento o gás acabou e não tinha mais comando sobre o meu corpo, o meu adversario começou a movimenta-se mais rapido e me abaixou-me, forçando-me a levar uma nova punição, porém agora perdia de wazari. Por alguns instantes consegui me recompor e lutar mais um minuto até o final do combate, mas perdia inquestionavelmente, em nenhum momento tive o controle da luta e em um único momento dei um golpe efetivo, terminei conformado, mas estava ciente que precisava melhorar muito se planejava vôos mais altos no Master.
A partir daí comecei a pensar nas minhas falhas e no que poderia melhorar, e nas ultimas horas da competição acompanhei as lutas por equipe e conversei com os amigos, algo que não tem preço.
As competições Masters são uma forma de extravasar as tensões do dia-a-dia e de rever os amigos. Não posso reclamar de nada foi ótimo, ganhei uma medalha e estava motivado a continuar, próxima parada Campeonato Brasileiro Master, eu estava com bons pressentimentos sobre esta competição, mas como nada é fácil...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
1ª Competição Oficial – Sul Americano de Veteranos – A semifinal
![]() |
| Ippon-Seoi-Nague |
| Eu aplicando Ouchi-Gari |
Neste momento fui para o ataque, porém não conseguia encaixar nenhum golpe e por três vezes ele entrou o ippon-seioi de fuga, dificultando ainda mais minha vida. Naquele momento fiquei bastante irritado. Do meu ponto de vista meu adversário havia sido beneficiado pelo arbitro central e por um dos laterais. Infelizmente este tipo de problema ou "ERRO" acontece e só posso pensar que com o passar do tempo isto não mais ocorrerá.
Com a derrota fiquei desapontado e triste com ocorrido, mas lembrei-me das afirmações e palavras de dois mestres Sensei Massao Shinohara e Sensei Akira Yamamoto: "- No adianta ficar bravo com arbitro, se você tivesse jogado de IPPON não tinha porque ficar bravo.", comecei a rir. Lembrei-me que eles tinham razão...
Me reequilibrei e agora teria um outro desafio, estava aguardando o vencedor da repescagem e assim lutar pela 3ª colocação. Assisti atentamente as lutas do meu adversário. Ele era um dangai faixa-laranja que venceu todos os adversários por IPPON, incluindo alguns faixa-preta, suas vitorias foram concretizadas no chão, analisando o meu adversário, ele aparentava ser muito forte fisicamente e possivelmente era praticante de jiu-jitsu e portanto eu não teria vida fácil.
![]() |
| O-Soto-Gari |
Estava confirmado. Eu havia conquistado o 3º Lugar no Sul Americano de Veteranos – M2 - Meio Médio. Não estava satisfeito, mas sabia que para primeira competição não era um resultado ruim, agora era só subir no podium...
Um pouco mais confiante, agora pensava em lutar no absoluto. Não posso negar, estava receoso. Minha preocupação era lutar com alguém mais pesado e me machucar, mas depois de refletir achei interessante voltar ao tempos de Benemeritos, eu sempre gostei deste tipo de competição. E como não poderia ser diferente quem está na chuva é para se molhar, entao que venha o absoluto, pelo menos motivado eu estava, mas logo na primeira luta já iria perceber que não era bem assim....
| 3o Colocado - I Sul-Americano Veteranos de Judo |
segunda-feira, 5 de julho de 2010
1ª Competição Oficial – Sul Americano de Veteranos – Hajime!
Após o anuncio das lutas da categoria M2 – Meio Médio iniciei meu aquecimento atrás da área 2 com o Sergião, atleta do Palmeiras, peso pesado, 120 kgs aproximadamente. Com o novo espírito sabendo que deveria mudar a estratégia das competições anteriores, eu inicie o processo de adequação do meu corpo ao esforço que deveria fazer nos meus combates, para esta situação fiz o aquecimento em três partes: Exercícios para aquecimento das articulações e músculos, entrada de golpe no Sergião carregando e troca de pegada com o mesmo utilizando o maximo de força possível sem que eu ficasse cansado. Este processo durou aproximadamente 20 minutos quando ouvi meu nome e disseram-me sua luta é a aproxima.
Meu coração acelerou, a adrenalina estava alta e eu não sabia e não via meu adversário até que ficamos alinhados na entrada da área, ele era mais baixo que eu e parecia ser forte, pela estatura dele imaginei que um dos maiores problemas poderiam ser o ippon-seoi, morote-seio e as katadas, logo após o comprimento ficamos nos estudando até executar a pegada, logo senti que não seria fácil. Ele era mais forte do que eu imaginava e pendurava-se de forma que não permitia a fazer qualquer entrada mais perigosa, neste momento eu comecei a tomar uma atitude mais passiva e logo me lembrei dos combates anteriores , neste momento ele me irritou profundamente, primeiro entrou um ippon-seoi no chão que foi só uma tentativa frustrada, pois não teve qualquer efeito e com a cabeça ele me acertou o nariz, o juiz disse:”- Mate” e logo em seguida “Hajime!”, novamente ele veio com a mesma estratégia somente fazer força e não lutar, fiquei realmente furioso e decidi partir para cima, não conseguia fazer a pegada gola-manga então mudei para pegada gola-gola e comecei a entrar alguns de-ashi-barai e ouchi-gari para faze-lo se movimentar , arrastei-o até o canto da área , puxando-o e entrei um uchi-mata, no primeiro estagio senti um resistência, então levantei mais a perna e puxei mais as golas, senti ele sair do chão neste momento minha mão esquerda escapou do kimono dele, mas já era tarde : “- IPPON”. Eu cai para frente devido ao impulso e força utilizada para a entrada do golpe. Estava aliviado com menos de dois minutos havia passado pelo primeiro obstáculo, e eu estava feliz tinha sido rápido e eficaz como eu havia planejado.Para segunda luta eu estava mais tranqüilo e mais confiante desta vez seria outro faixa-preta e aparentemente da minha altura. Fizemos o comprimento ele era destro e rapidamente consegui inutilizar sua mão direita,isto é, consegui matar sua manga direita, deixando-o com poucas opções, logo ele tentou entrar um ippon-seoi , mas foi inútil e neste momento começamos a andar lateralmente quando bati um okuri-ashi-barai que ele desequilibrou, como estávamos praticamente de frente aproveitei do desequilíbrio dele e entrei um ouchi-gari, desequilibrando-o para trás e em seguida puxei-o para frente obrigando a dar dois passos o primeiro com pé esquerdo e o segundo com o pé direito, quando com a puxada consegui o desequilíbrio e apliquei um tai-otoshi no tempo, perfeito - conclusão: “- IPPON”, e em menos de trinta segundos de luta, estava feliz consegui efetuar aquilo que eu havia imaginando e agora estava mais animado, mais uma luta e eu estaria na final...
segunda-feira, 7 de junho de 2010
1ª Competição Oficial – Sul Americano de Veteranos – A competição
Cheguei ao hotel aproximadamente as 23:00 hs debaixo de uma garoa fina e fui para o quarto, liguei a televisão e tentei relaxar. Isto funcionou nos primeiros trinta minutos depois eu queria dormir e não conseguia, estava muito ansioso, minha preocupação iniciava com o peso e terminava com meu desempenho na competição. Resumindo fiquei rolando na cama de um lado para outro até as 1:00 hs da manhã, como não conseguia dormir resolvi radicalizar, corri por trinta minutos . Quando voltei para o quarto tomei uma ducha e fui dormir, desta vez consegui sem muito esforço.
Acordei as 7:00 hs sonolento para variar, só desperto depois do banho, a principio estava me sentido bem, logo após o banho revigorante sentei-me na beirada da cama e fiz a primeira oração do dia, agradeci a oportunidade e pedi proteção e energia para aquele dia. Peguei a mala e a pasta com a papelada da competição e fui para o ginásio, afinal precisa fazer a pesagem.
Quando cheguei ao ginásio o período de pesagem livre havia expirado, portanto agora só a pesagem oficial me restava e uma única tentativa. Se estivesse acima dos 81 kgs teria que lutar no Médio (até 90 kgs), naquele momento fiquei apreensivo, não sabia se ia correr um pouco mais ou se iria para as cabeças. Resolvi ir para as cabeças, acreditava que estava dentro do peso, tinha restringido minha alimentação com este objetivo, então com a determinação de sempre fui para a balança, estava me preparando para subir quando o oficial de pesagem perguntou para o rapaz na minha frente:
Oficial de Pesagem: - Qual a sua categoria?
Atleta: -Leve.
Oficial de Pesagem: - Você sabe que a pesagem é uma única vez. NÃO HÁ SEGUNDA CHANCE.
Pronto esta frase acabará com toda a minha determinação, estava pensando sobre o assunto quando o oficial de pesagem pediu para subir na balança. Deu um frio na barriga, mas subi. Fechei os olhos e ouvi ele dizer : 78,800. Ufa! E em seguida pensei: - Que inferno estava quase dois quilos abaixo, se soubesse teria me alimentado melhor.
Entre mortos e feridos eu estava bem e feliz. Agora pensava em descansar um pouco e comer algo leve. Acabei comendo um pastel de carne e tomando um refrigerante, ainda bem que não fez mal! De leve não tinha nada. O inicio estava previsto para as 13:00 hs e enquanto não chegava o horário fiquei perambulando pelo clube e conversando com os amigos.
As 13:00 hs iniciaram-se os discursos e homenagens. Entre dirigentes que discursarão estava o Carlos Eurico da Luz Pereira, Presidente da Federação Gaucha de Judô e concorrente direto na minha categoria, conforme informações obtidas com o Motta ele seria um adversário duro, momentos mais tarde o Carlos Eurico acabou confessando que iria fazer a primeira luta comigo. Achei uma pena ele não lutar, minha motivação aumenta conforme a habilidade do meu adversário.
Os homenageados foram o João Derly e Baby, atletas olímpicos e de currículo invejável. Ficamos aguardando aproximadamente 40 minutos até o inicio oficial da competição. Logo após o comprimento inicial deu-se inicio ao aquecimento. Estávamos ansiosos e querendo lutar meu parceiro de aquecimento foi o Neder e fizemos várias entradas de golpes e troca de pegada para aquecer os dedos e a músculos.
As competições iniciaram pelo M11 e F11, e terminariam no M1 e F1, portanto eu poderia acompanhar uma serie de lutas de interessantes:
M4 – Meio-Médio lutaria o Neder favoritíssimo a ganhar;
M5 – Meio-Leve lutaria o Julio Kawakami e faria duras lutas até chegar à final;
M3 – Meio-Leve Paulinho Castellanos era favorito;
M3 – Leve o Rodrigo Motta era favorito ao titulo;
M3 – Meio-Médio estava o Trinca, favoritíssimo ao titulo;
M3 – Médio o Lex lutaria pelo titulo lutaria.
Neste período vi o Neder demonstrar uma vitalidade de um garoto, assisti ele vencer a primeira e segunda luta por ippon, sendo que em uma delas ele aplicou um belo harai-goshi . Vi o Julinho entrar alguns seios-otoshi e morote-seio-nague sempre com a mesma disposição de quando tinha 20 e poucos anos, acompanhei o Motta aplicar um tai-otoshi baixinho e fiquei impressionado com a força e vigor físico do Trinca, onde sua principal técnica era o O-Soto-Gari. E tudo eu acompanhava da arquibancada junto com o pessoal do JAL – Judô Alto da Lapa, até que anunciaram... “ATLETAS M2 MEIO-MEDIO COMPARECER PARA IDENTIFICAÇÃO...”. Nesta hora o coração bate mais forte e a única coisa que passou pela minha cabeça foi: “Preciso me concentrar!”. Rapidamente peguei o MP3, os fones de ouvido e fui para a identificação, escutando um heavy metal bem light RUNNING FREE – “IRON MAIDEN”. Neste momento iniciou-se a passagem do estado relaxado para o de combate, e agora o meu foco era somente “VENCER”!
Acordei as 7:00 hs sonolento para variar, só desperto depois do banho, a principio estava me sentido bem, logo após o banho revigorante sentei-me na beirada da cama e fiz a primeira oração do dia, agradeci a oportunidade e pedi proteção e energia para aquele dia. Peguei a mala e a pasta com a papelada da competição e fui para o ginásio, afinal precisa fazer a pesagem.
Local da Competição - Porto Alegre / RS
Quando cheguei ao ginásio o período de pesagem livre havia expirado, portanto agora só a pesagem oficial me restava e uma única tentativa. Se estivesse acima dos 81 kgs teria que lutar no Médio (até 90 kgs), naquele momento fiquei apreensivo, não sabia se ia correr um pouco mais ou se iria para as cabeças. Resolvi ir para as cabeças, acreditava que estava dentro do peso, tinha restringido minha alimentação com este objetivo, então com a determinação de sempre fui para a balança, estava me preparando para subir quando o oficial de pesagem perguntou para o rapaz na minha frente:
Oficial de Pesagem: - Qual a sua categoria?
Atleta: -Leve.
Oficial de Pesagem: - Você sabe que a pesagem é uma única vez. NÃO HÁ SEGUNDA CHANCE.
Pronto esta frase acabará com toda a minha determinação, estava pensando sobre o assunto quando o oficial de pesagem pediu para subir na balança. Deu um frio na barriga, mas subi. Fechei os olhos e ouvi ele dizer : 78,800. Ufa! E em seguida pensei: - Que inferno estava quase dois quilos abaixo, se soubesse teria me alimentado melhor.
Entre mortos e feridos eu estava bem e feliz. Agora pensava em descansar um pouco e comer algo leve. Acabei comendo um pastel de carne e tomando um refrigerante, ainda bem que não fez mal! De leve não tinha nada. O inicio estava previsto para as 13:00 hs e enquanto não chegava o horário fiquei perambulando pelo clube e conversando com os amigos.
As 13:00 hs iniciaram-se os discursos e homenagens. Entre dirigentes que discursarão estava o Carlos Eurico da Luz Pereira, Presidente da Federação Gaucha de Judô e concorrente direto na minha categoria, conforme informações obtidas com o Motta ele seria um adversário duro, momentos mais tarde o Carlos Eurico acabou confessando que iria fazer a primeira luta comigo. Achei uma pena ele não lutar, minha motivação aumenta conforme a habilidade do meu adversário.
Os homenageados foram o João Derly e Baby, atletas olímpicos e de currículo invejável. Ficamos aguardando aproximadamente 40 minutos até o inicio oficial da competição. Logo após o comprimento inicial deu-se inicio ao aquecimento. Estávamos ansiosos e querendo lutar meu parceiro de aquecimento foi o Neder e fizemos várias entradas de golpes e troca de pegada para aquecer os dedos e a músculos.
As competições iniciaram pelo M11 e F11, e terminariam no M1 e F1, portanto eu poderia acompanhar uma serie de lutas de interessantes:
M4 – Meio-Médio lutaria o Neder favoritíssimo a ganhar;
M5 – Meio-Leve lutaria o Julio Kawakami e faria duras lutas até chegar à final;
M3 – Meio-Leve Paulinho Castellanos era favorito;
M3 – Leve o Rodrigo Motta era favorito ao titulo;
M3 – Meio-Médio estava o Trinca, favoritíssimo ao titulo;
M3 – Médio o Lex lutaria pelo titulo lutaria.
Neste período vi o Neder demonstrar uma vitalidade de um garoto, assisti ele vencer a primeira e segunda luta por ippon, sendo que em uma delas ele aplicou um belo harai-goshi . Vi o Julinho entrar alguns seios-otoshi e morote-seio-nague sempre com a mesma disposição de quando tinha 20 e poucos anos, acompanhei o Motta aplicar um tai-otoshi baixinho e fiquei impressionado com a força e vigor físico do Trinca, onde sua principal técnica era o O-Soto-Gari. E tudo eu acompanhava da arquibancada junto com o pessoal do JAL – Judô Alto da Lapa, até que anunciaram... “ATLETAS M2 MEIO-MEDIO COMPARECER PARA IDENTIFICAÇÃO...”. Nesta hora o coração bate mais forte e a única coisa que passou pela minha cabeça foi: “Preciso me concentrar!”. Rapidamente peguei o MP3, os fones de ouvido e fui para a identificação, escutando um heavy metal bem light RUNNING FREE – “IRON MAIDEN”. Neste momento iniciou-se a passagem do estado relaxado para o de combate, e agora o meu foco era somente “VENCER”!
domingo, 7 de março de 2010
1ª Competição Oficial – Sul Americano de Veteranos – A preparação
Após o resultado da ultima competição eu não estava confiante e o meu preparo físico estava péssimo. O Sul Americano de Veteranos estava previsto para acontecer em Porto Alegre entre os dias 17 e 19 de Setembro de 2009 e eu estava arrumando desculpas para não competir.
O primeiro item para justificar a minha NÃO ida para competição era “o peso”. Eu não queria lutar no meio-médio (até 81 kgs), devido à categoria sabia que seria necessário fazer mais força e me concentrar muito mais para ficar entre os primeiros colocados. Em minha opinião para esta competição o ideal seria lutar no Leve (até 73 kgs), e eu tinha certeza que isto não aconteceria devido ao tempo disponível até a pesagem. O segundo ponto era ridículo, eu pensei que a Sabrina pudesse reclamar de eu ir viajar no final de semana para lutar, e por ultimo eu achava que não estava preparado fisicamente e tecnicamente para competir bem e não dar nenhum vexame. Com estes pensamentos “otimistas” eu estava descartado a hipótese de lutar.
Lembro-me inclusive de comentar algumas vezes com a Sabrina sobre a vontade de viajar para competir e em todas às vezes ela disse: “- Vai!”. Mas eu acabava ignorando- a. A conclusão tirada por mim depois de algum tempo foi que eu estava com receio de lutar e por isto arrumava varias desculpas para não participar.
Porém faltando aproximadamente um mês para a competição recebi um torpedo do grande amigo Motta: “Vamos para o Sul-Americano!” ou uma frase similar. Não me lembro exatamente da frase, mas deixou-me com uma pulga atrás da orelha, eu não acreditava que ele iria lutar no Sul Americano e, portanto respondi: “- Vou pensar...”.
Comentei sobre a mensagem com a Sabrina, ela disse que era muito legal, eu esquivei-me outra vez, dizendo que iria pensar no assunto. Na semana seguinte conversei com o Motta por telefone e fora outros assuntos ele ficou me instigando a competir no Sul Americano e a todo tempo ele dizia: “- Vamos! Vai ser fantástico...”.
Lembro que nesta semana comentei com o Sensei Hitoshi que estava pensando em competir, mas eu não estava 100% confiante e caso eu estivesse me sentido bem iria competir, ele conhecendo meu lado kamikaze, rapidamente aumentou o ritmo dos treinos, e não me deixou ficar parado muito tempo. Inconscientemente eu começava a me preparar para a competição.
Minha duvida durou até duas semanas da competição. Comecei a procurar passagem e estadia, porém a inscrição só foi efetivada no dia 15 de Setembro com a ajuda do Motta. Nas semanas restantes treinei mais forte e começava a preparar o lado psicológico para competição, comecei a ficar apreensivo e muito tenso. Ótimo sinal fazia algum tempo que não me sentia daquela forma... A pressão e a duvida me deixam muito mais atento e focado.
Fui para Porto Alegre em 17 de Setembro no final da tarde e estava ansioso, pensando na melhor estratégia e em como perder peso. Para variar eu estava dois quilos acima do meio-médio, sendo assim o que me restou foi fechar a boca e correr para perder água até a hora da pesagem. Na sexta feira trabalhei em Porto Alegre, tinha reuniões/conferences que não podiam ser adiados e após o expediente fui acompanhar as finais da competição de Kata, onde o pessoal do Alto da Lapa (JAL) já havia arrebatado boa parte das medalhas, até aqui nenhuma novidade, afinal eles são referencia em Kata. Parabéns Sensei Uchida e alunos pelo ótimo desempenho.
Para competir também era necessário pegar o path e costurar nas costas do Judogui (kimono), ele contem referencia ao Campeonato de Sul Americano de Veteranos de 2009 e era de uso obrigatório. A fila estava gigantesca e enquanto esperávamos, o Presidente da Federação Gaucha passeava, instigava e mostrava com orgulho a bela medalha que seria entregue aos quatro primeiros colocados em cada categoria. Fantástico! Meu nervosismo começava há aumentar... Bom sinal! Neste momento eu senti que agora era serio...
Para todo momento de pressão sempre existe descontração, mesmo que isto aconteça algum tempo depois, mas o fato mais marcante e engraçado foi após a competição de Kata com o Motta. Ele estava inconformado, dizíamos que ele estava com sintomas da Síndrome do Rubinho, afinal ficar três vezes em segundo lugar, não é para qualquer um, ele estava visivelmente irritado, e eu tenho certeza que para ele isto seria uma motivação a mais para o shiai (lutas) que aconteceriam no dia seguinte.
Um dos pontos fortes no judô e na sua comunidade é saber que tem amigos espalhados por todo planeta e no Sul Americano em Porto Alegre não seria diferente, reencontrei amigos da década de 80 quando treinei no Palmeiras, eu naquela época era apenas um moleque, mas que saudades! Estas amizades passaram por décadas e continuam vivas e é ótimo saber que todos se tornaram referencias em suas profissões e construíram famílias maravilhosas, onde o objetivo agora é passar a oportunidade que tivemos de conviver neste meio para nossos queridos herdeiros.
O primeiro item para justificar a minha NÃO ida para competição era “o peso”. Eu não queria lutar no meio-médio (até 81 kgs), devido à categoria sabia que seria necessário fazer mais força e me concentrar muito mais para ficar entre os primeiros colocados. Em minha opinião para esta competição o ideal seria lutar no Leve (até 73 kgs), e eu tinha certeza que isto não aconteceria devido ao tempo disponível até a pesagem. O segundo ponto era ridículo, eu pensei que a Sabrina pudesse reclamar de eu ir viajar no final de semana para lutar, e por ultimo eu achava que não estava preparado fisicamente e tecnicamente para competir bem e não dar nenhum vexame. Com estes pensamentos “otimistas” eu estava descartado a hipótese de lutar.
Lembro-me inclusive de comentar algumas vezes com a Sabrina sobre a vontade de viajar para competir e em todas às vezes ela disse: “- Vai!”. Mas eu acabava ignorando- a. A conclusão tirada por mim depois de algum tempo foi que eu estava com receio de lutar e por isto arrumava varias desculpas para não participar.
Porém faltando aproximadamente um mês para a competição recebi um torpedo do grande amigo Motta: “Vamos para o Sul-Americano!” ou uma frase similar. Não me lembro exatamente da frase, mas deixou-me com uma pulga atrás da orelha, eu não acreditava que ele iria lutar no Sul Americano e, portanto respondi: “- Vou pensar...”.
Comentei sobre a mensagem com a Sabrina, ela disse que era muito legal, eu esquivei-me outra vez, dizendo que iria pensar no assunto. Na semana seguinte conversei com o Motta por telefone e fora outros assuntos ele ficou me instigando a competir no Sul Americano e a todo tempo ele dizia: “- Vamos! Vai ser fantástico...”.
Lembro que nesta semana comentei com o Sensei Hitoshi que estava pensando em competir, mas eu não estava 100% confiante e caso eu estivesse me sentido bem iria competir, ele conhecendo meu lado kamikaze, rapidamente aumentou o ritmo dos treinos, e não me deixou ficar parado muito tempo. Inconscientemente eu começava a me preparar para a competição.
Minha duvida durou até duas semanas da competição. Comecei a procurar passagem e estadia, porém a inscrição só foi efetivada no dia 15 de Setembro com a ajuda do Motta. Nas semanas restantes treinei mais forte e começava a preparar o lado psicológico para competição, comecei a ficar apreensivo e muito tenso. Ótimo sinal fazia algum tempo que não me sentia daquela forma... A pressão e a duvida me deixam muito mais atento e focado.
Fui para Porto Alegre em 17 de Setembro no final da tarde e estava ansioso, pensando na melhor estratégia e em como perder peso. Para variar eu estava dois quilos acima do meio-médio, sendo assim o que me restou foi fechar a boca e correr para perder água até a hora da pesagem. Na sexta feira trabalhei em Porto Alegre, tinha reuniões/conferences que não podiam ser adiados e após o expediente fui acompanhar as finais da competição de Kata, onde o pessoal do Alto da Lapa (JAL) já havia arrebatado boa parte das medalhas, até aqui nenhuma novidade, afinal eles são referencia em Kata. Parabéns Sensei Uchida e alunos pelo ótimo desempenho.
Para todo momento de pressão sempre existe descontração, mesmo que isto aconteça algum tempo depois, mas o fato mais marcante e engraçado foi após a competição de Kata com o Motta. Ele estava inconformado, dizíamos que ele estava com sintomas da Síndrome do Rubinho, afinal ficar três vezes em segundo lugar, não é para qualquer um, ele estava visivelmente irritado, e eu tenho certeza que para ele isto seria uma motivação a mais para o shiai (lutas) que aconteceriam no dia seguinte. Um dos pontos fortes no judô e na sua comunidade é saber que tem amigos espalhados por todo planeta e no Sul Americano em Porto Alegre não seria diferente, reencontrei amigos da década de 80 quando treinei no Palmeiras, eu naquela época era apenas um moleque, mas que saudades! Estas amizades passaram por décadas e continuam vivas e é ótimo saber que todos se tornaram referencias em suas profissões e construíram famílias maravilhosas, onde o objetivo agora é passar a oportunidade que tivemos de conviver neste meio para nossos queridos herdeiros.
Julio Kawakami, Mauricio Neder e Eu.
Após a competição de Kata e das tarefas administrativas concluídas encontrei com o pessoal do Alto da Lapa (JAL) em um restaurante perto do hotel onde o meu jantar foi uma pífia salada e um copo com água. Terrível! Isto não é humano... No meu caso foi menos doloroso afinal comi uma saladinha, porém o Motta estava de regime há uma semana e na véspera da pesagem não poderia comer nada. Foi uma pena eu estar fora do peso, eu com certeza iria sacanear com ele. Afinal amigo é para estas coisas... Sacanear e depois guardar de lembrança.
Brincadeiras a parte, eu e o Motta quando saímos do restaurante tínhamos um único objetivo: Achar uma balança, nós não tínhamos noção de qual seria o nosso peso naquele momento e se estávamos dentro das nossas respectivas categorias, por isto rodamos por várias farmácias e até em um hospital e por incrível que pareça os lugares não tinham uma balança ou não deixavam a gente entrar por estarem com as portas fechadas. No hospital a surpresa foi maior, não tinha balança nem na ala pediátrica e nem na triagem. Terrível! Abstraindo nossa indignação acabamos tomando uma bela garoa e voltamos para o hotel sem saber se estávamos dentro ou fora do peso. Agora o ponto mais importante seria descansar o suficiente para acordar bem disposto e animado para lutar... Mas sabia que não seria uma noite muito tranqüila, eu estava ansioso...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
62º Torneio Anual Budokan – Eu não planejava lutar mas...
Eram 6:00 da manhã e estávamos em frente da Hombu Budokan - Jabaquara nos preparando para partir. Todos se empenhavam em transportar de dentro da academia para o ônibus as medalhas, troféus, placares e outros. Neste vai e vem vertiginoso do amanhecer o Gugu e o Marcão perguntaram se eu iria lutar, e eu rapidamente disse: “– Não! Eu só vou somente ajudar na organização”.
Apesar de afirmar de primeira que não iria lutar, eu sabia que estava tudo preparado, meu quimono e apetrechos anti e pós-contusão estavam na mala, então sabendo disto logo me retratei e disse: “- Se o time não estiver completo eu entro”. Pronto estava feito, a partir deste momento não tinha mais volta. Eu sabia que iria lutar.
As 6:50 da manhã saímos da academia para a competição em Pindamonhangaba que teria inicio as 8:30 hs (resumindo estávamos atrasados), mas estávamos todos animados e ansiosos por chegar logo no nosso destino, e isto nós percebíamos a cada minuto na cara e nos gestos de cada um.
Alguns pensavam instintivamente em como lutariam e iniciavam uma longa batalha com o próprio ego, dizendo em voz alta com venceriam seus adversários. Outros ficavam quietos e encolhidos no banco, fechavam os olhos e tentavam esquecer o que aconteceria mais tarde. E outros passavam mal, ficavam tensos e não conseguiam nem se expressar.
Para cada situação existia um individuo que se encaixava perfeitamente, e isto era tão verdadeiro que um dos garotos teve um dor de barriga tão intensa que a empresa responsável pelo transporte foi obrigada a trocar o ônibus. O cheiro e o estrago foram tão grandes que seria impossível voltar no mesmo ônibus no final do dia. Consegue imaginar? Calor intenso + cheiro + estrago? Meu Deus...
No meu caso acorreu algo diferente eu fiquei tranqüilo o tempo todo, não havia ansiedade. Eu sinceramente estava muito calmo e nestas ocasiões eu fico tenso e a adrenalina fica alta até o momento de aplicar ou levar o primeiro golpe, depois tudo começa a fluir.
A equipe era formada por Alexandre (Xandi), Marcos Yamashita, Gugu, Adriano e eu. A ordem de luta seria: Primeira luta o Adriano, segunda luta o Xandi, na terceira o Marcão, a quarta luta faria eu e a quinta luta o Gugu. Nosso adversário seria Jequía - Rio de Janeiro, e era formada por garotos, media de idade aparente de 22 anos.
Após ver a equipe adversária e o seu nervosismo o meu raciocínio foi: Impor nosso ritmo, e evitar a qualquer custo à correria do adversário. Raciocínio corretíssimo na teoria, mas na pratica...
Iniciando os combates a primeira luta o Adriano venceu por ippon com um suntuoso nii-dan-gake, ele foi eficaz devido à capacidade de movimentação. Na segunda luta foi à vez do Xandi que também venceu por ippon, mas desta vez utilizando-se de uma imobilização. Na terceira luta foi à vez do Marcão que perdeu por ippon, mas levando dois wazari.
Na quarta luta era a minha vez e eu me encontrava calmo, meu adversário demonstrava nervosismo e preocupação, suava frio, fazia o kiai (gritava) e pulava de um lado para outro sem parar. Naquele momento eu tinha a estratégia montada. Iria impor um ritmo calmo e cadenciado, evitando a correria com objetivo de não me cansar e evitar uma possível contusão no começo da luta. Burrice! Novamente cometi o mesmo erro da ultima competição.
Logo de inicio dominei a pegada, isto mesmo! Eu dominei a pegada e não entrei um golpe. O rapaz não conseguia entrar um golpe, ele se limitava a tentar fazer catada, situação prevista para o combate.
Passados dois minutos o meu preparo físico começou a declinar e o ritmo do rapaz começou a aumentar isto ocorreu porque eu dei abertura, meus braços cansaram com 3 minutos de luta e acabei levando um yoko a partir de uma catada.
Em desvantagem aumentei o ritmo tentando tirar a diferença, mas era tarde. Meu corpo estava cansado e em um vacilo (falta de preparo físico) cai de bruços, oferecendo uma oportunidade de ouro para um estrangulamento que foi aproveitado pelo meu oponente – conclusão Ippon!
Fiquei muito frustrado, tenho certeza que ganharia caso tivesse me empenhado, entrado mais golpes e o mais obvio - “Não ter adotado uma estratégia covarde”. Esta atitude e o resultado negativo que obtive acabou refletindo na equipe.
Na ultima luta seria a vez do Gugu e aparentemente seria uma luta tranqüila. Em um momento de vacilo o Gugu partiu para cima do adversário sem pensar e acabou levando um lindo seio-nague. Resultado – Ippon! E nossa chance de passar para próxima fase ficou estatelada no chão.
No final de nossas lutas entendíamos que precisaríamos melhorar e torcíamos por uma nova oportunidade. Mas agora tínhamos certeza que para uma nova competição teríamos que fazer algo diferente. Seria estupidez da minha parte, fazer as coisas da mesma forma e querer obter um resultado diferente. Portanto para o próximo desafio eu teria que surpreender. E a competição mais próxima seria o Sul Americano de Veteranos e eu não estava 100% confiante da minha participação...
Apesar de afirmar de primeira que não iria lutar, eu sabia que estava tudo preparado, meu quimono e apetrechos anti e pós-contusão estavam na mala, então sabendo disto logo me retratei e disse: “- Se o time não estiver completo eu entro”. Pronto estava feito, a partir deste momento não tinha mais volta. Eu sabia que iria lutar.
As 6:50 da manhã saímos da academia para a competição em Pindamonhangaba que teria inicio as 8:30 hs (resumindo estávamos atrasados), mas estávamos todos animados e ansiosos por chegar logo no nosso destino, e isto nós percebíamos a cada minuto na cara e nos gestos de cada um.
Alguns pensavam instintivamente em como lutariam e iniciavam uma longa batalha com o próprio ego, dizendo em voz alta com venceriam seus adversários. Outros ficavam quietos e encolhidos no banco, fechavam os olhos e tentavam esquecer o que aconteceria mais tarde. E outros passavam mal, ficavam tensos e não conseguiam nem se expressar.
Para cada situação existia um individuo que se encaixava perfeitamente, e isto era tão verdadeiro que um dos garotos teve um dor de barriga tão intensa que a empresa responsável pelo transporte foi obrigada a trocar o ônibus. O cheiro e o estrago foram tão grandes que seria impossível voltar no mesmo ônibus no final do dia. Consegue imaginar? Calor intenso + cheiro + estrago? Meu Deus...
No meu caso acorreu algo diferente eu fiquei tranqüilo o tempo todo, não havia ansiedade. Eu sinceramente estava muito calmo e nestas ocasiões eu fico tenso e a adrenalina fica alta até o momento de aplicar ou levar o primeiro golpe, depois tudo começa a fluir.
A equipe era formada por Alexandre (Xandi), Marcos Yamashita, Gugu, Adriano e eu. A ordem de luta seria: Primeira luta o Adriano, segunda luta o Xandi, na terceira o Marcão, a quarta luta faria eu e a quinta luta o Gugu. Nosso adversário seria Jequía - Rio de Janeiro, e era formada por garotos, media de idade aparente de 22 anos.
Após ver a equipe adversária e o seu nervosismo o meu raciocínio foi: Impor nosso ritmo, e evitar a qualquer custo à correria do adversário. Raciocínio corretíssimo na teoria, mas na pratica...
Iniciando os combates a primeira luta o Adriano venceu por ippon com um suntuoso nii-dan-gake, ele foi eficaz devido à capacidade de movimentação. Na segunda luta foi à vez do Xandi que também venceu por ippon, mas desta vez utilizando-se de uma imobilização. Na terceira luta foi à vez do Marcão que perdeu por ippon, mas levando dois wazari.
Na quarta luta era a minha vez e eu me encontrava calmo, meu adversário demonstrava nervosismo e preocupação, suava frio, fazia o kiai (gritava) e pulava de um lado para outro sem parar. Naquele momento eu tinha a estratégia montada. Iria impor um ritmo calmo e cadenciado, evitando a correria com objetivo de não me cansar e evitar uma possível contusão no começo da luta. Burrice! Novamente cometi o mesmo erro da ultima competição.
Logo de inicio dominei a pegada, isto mesmo! Eu dominei a pegada e não entrei um golpe. O rapaz não conseguia entrar um golpe, ele se limitava a tentar fazer catada, situação prevista para o combate.
Passados dois minutos o meu preparo físico começou a declinar e o ritmo do rapaz começou a aumentar isto ocorreu porque eu dei abertura, meus braços cansaram com 3 minutos de luta e acabei levando um yoko a partir de uma catada.
Em desvantagem aumentei o ritmo tentando tirar a diferença, mas era tarde. Meu corpo estava cansado e em um vacilo (falta de preparo físico) cai de bruços, oferecendo uma oportunidade de ouro para um estrangulamento que foi aproveitado pelo meu oponente – conclusão Ippon!
Fiquei muito frustrado, tenho certeza que ganharia caso tivesse me empenhado, entrado mais golpes e o mais obvio - “Não ter adotado uma estratégia covarde”. Esta atitude e o resultado negativo que obtive acabou refletindo na equipe.
Na ultima luta seria a vez do Gugu e aparentemente seria uma luta tranqüila. Em um momento de vacilo o Gugu partiu para cima do adversário sem pensar e acabou levando um lindo seio-nague. Resultado – Ippon! E nossa chance de passar para próxima fase ficou estatelada no chão.
No final de nossas lutas entendíamos que precisaríamos melhorar e torcíamos por uma nova oportunidade. Mas agora tínhamos certeza que para uma nova competição teríamos que fazer algo diferente. Seria estupidez da minha parte, fazer as coisas da mesma forma e querer obter um resultado diferente. Portanto para o próximo desafio eu teria que surpreender. E a competição mais próxima seria o Sul Americano de Veteranos e eu não estava 100% confiante da minha participação...
domingo, 27 de dezembro de 2009
62º Torneio Anual Budokan – O Torneio - Parte I
Os torneios organizados pela Budokan ocorrem desde 1948 e durante anos foram organizados pelo Sensei Ryuzo Ogawa – 8º Grau, que passou para seu filho Sensei Matsuo Ogawa - 9º Grau, e hoje é organizado por seus netos Hitoshi e Hatiro Ogawa – 6º e 7º Grau.
A importância deste torneio para o Judô Brasileiro é algo grandioso, por ele passaram grande parte da nata do judô nacional – mestres e atletas, e com o auxilio deste torneio ajudou a moldar o judô brasileiro, deixando-o muito próximo ao praticado no Japão. Mas este é um assunto que merece vários “posts” e precisam de uma grande riqueza de detalhes para mostrar o quão importante é este evento.
No dia 05 de Setembro de 2009 foi realizado em Pindamonhangaba, interior de São Paulo o 62º Torneio Budokan, considerado o segundo torneio mais tradicional do mundo, ficando atrás somente do Campeonato Japonês.
Participaram aproximadamente 700 atletas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, entre outros. Estavam presentes neste evento os ilustres atletas Carlos Honorato, Henrique Guimarães e Edinanci Silva – Atletas olímpicos, que fazem parte da nata do judô nacional e mundial e que merecem todo o respeito pelas suas conquistas. “Muito Obrigado!”.
Estava programada para sairmos da academia as 6:30 hs da manhã com o destino a Pindamonhangaba, comigo estava minha bolsa com o meu velho kimono - companheiro inseparável de treinos. A minha expectativa era somente assistir e ajudar na organização do torneio. Momentos antes o Gugu e o Marcão perguntaram se eu iria lutar e eu disse que não estava nos meus planos, mas se não tivesse uma equipe completa eu entraria, com a experiência da ultima competição pensei que era fogo de palha e que eu não precisaria colocar o kimono e de verdade o meu maior interesse era ver o desempenho da garotada da academia, queria ver a evolução deles com os meus próprios olhos, especialmente o Rafael e Adriano que estavam treinando conosco a noite.
Neste torneio os que classificaram lutando pela Hombu Budokan foram: Rômulo, Ramon, Vinicius, Rafael e Adriano. Fiquei feliz em ver a evolução de todos. Nesta competição todos lutaram bem e a todo momento buscaram a finalização – “o ippon”, os vi entrarem os golpes que treinaram. Espero que continuem se dedicando para alcançarem seus ídolos.
Classificação Geral ...
1º – S.E. Palmeiras, 147 ptos;
2º – Budokan Peruíbe, 82 ptos;
3º – Jequía Iate Clube – RJ, 54 ptos;
4º – Ribeirão FC, 47 ptos;
5º – AJ Vila Sônia, 45 ptos;
6º – AA Ferroviária, 45 ptos.
Toda viagem onde o objetivo é participar de uma competição é sempre uma aventura, carrega uma tensão no ar durante todo o percurso. Esta tensão está no rosto e nas ações de cada um. Alguns não dormem a noite, outros estão assustados, outros falam sem parar, outros não falam, alguns tentam auto-afirmarsse e muitos tem dor de barriga, este talvez seja o mais freqüente entre os atletas. Eu não planejava lutar mas...
A importância deste torneio para o Judô Brasileiro é algo grandioso, por ele passaram grande parte da nata do judô nacional – mestres e atletas, e com o auxilio deste torneio ajudou a moldar o judô brasileiro, deixando-o muito próximo ao praticado no Japão. Mas este é um assunto que merece vários “posts” e precisam de uma grande riqueza de detalhes para mostrar o quão importante é este evento.
No dia 05 de Setembro de 2009 foi realizado em Pindamonhangaba, interior de São Paulo o 62º Torneio Budokan, considerado o segundo torneio mais tradicional do mundo, ficando atrás somente do Campeonato Japonês.
Participaram aproximadamente 700 atletas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, entre outros. Estavam presentes neste evento os ilustres atletas Carlos Honorato, Henrique Guimarães e Edinanci Silva – Atletas olímpicos, que fazem parte da nata do judô nacional e mundial e que merecem todo o respeito pelas suas conquistas. “Muito Obrigado!”.
Carlos Honorato, Hitoshi Ogawa, Edinanci Silva, prefeito João Ribeiro, Henrique Guimarães e secretário de Esportes do município, Tayoba.
A competição inicialmente estava marcada para o dia 16 de Agosto de 2009, porém com o problema da H1N1 – Gripe Suína, ela foi adiada para o dia 05 de Setembro. O torneio é dividido por idade com competições no individual (Por peso e Absoluto) e por equipe para Dangai (Faixa Colarida) e Yudan (Faixa Preta).
Neste torneio os que classificaram lutando pela Hombu Budokan foram: Rômulo, Ramon, Vinicius, Rafael e Adriano. Fiquei feliz em ver a evolução de todos. Nesta competição todos lutaram bem e a todo momento buscaram a finalização – “o ippon”, os vi entrarem os golpes que treinaram. Espero que continuem se dedicando para alcançarem seus ídolos.
Classificação Geral ...
1º – S.E. Palmeiras, 147 ptos;2º – Budokan Peruíbe, 82 ptos;
3º – Jequía Iate Clube – RJ, 54 ptos;
4º – Ribeirão FC, 47 ptos;
5º – AJ Vila Sônia, 45 ptos;
6º – AA Ferroviária, 45 ptos.
Toda viagem onde o objetivo é participar de uma competição é sempre uma aventura, carrega uma tensão no ar durante todo o percurso. Esta tensão está no rosto e nas ações de cada um. Alguns não dormem a noite, outros estão assustados, outros falam sem parar, outros não falam, alguns tentam auto-afirmarsse e muitos tem dor de barriga, este talvez seja o mais freqüente entre os atletas. Eu não planejava lutar mas...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A primeira competição
Quando retornei a treinar sabia que mais cedo ou mais tarde o meu lado “insano” iria querer competir, e a oportunidade surgiu no inicio de maio de 2009, o Sensei Hitoshi comunicou que haveria uma competição no dia 28 de Junho de 2009 por equipes em Ribeirão Pires e que a academia tinha a intenção de participar.
Para a competição resolvi aumentar a carga de treinos, mas nada relacionado a preparo físico, somente judô e não fazia qualquer dieta, eu não tinha qualquer pretensão em perder peso para competições por equipes. Após o anuncio que iríamos competir pensávamos em entrar com duas equipes, mas se todos quisessem competir poderíamos ter até três equipes, porém a duas semanas da competição tínhamos confirmado somente as seguintes pessoas...
Na semana da competição Sensei Hitoshi fez uma simulação de shiai por equipe para que entrássemos no ritmo e espírito da competição.
Na sexta-feira véspera da competição confirmamos o ultimo participante ou se preferir o quinto elemento – Nildo, professor de Jiu-Jistsu e judoca muito aplicado. Nossa equipe estava formada, porém nosso maior problema era o peso, nossa equipe era muito leve e isto poderia nos trazer alguma desvantagem.
Domingo dia da competição! Por incrível que pareça, eu estava muito tranqüilo, não sei explicar, não me sentia pressionado ou tenso como em outras ocasiões, nossa primeira luta seria com um clube Taboão e nesta equipe só tinha um graduado e aparentemente demonstraram inexperiência em shiai.
Nossa equipe estava tensa, a primeira luta foi o Maionque e ganhou por ippon, sofreu um pouco até conseguir jogar, a segunda foi o Xandi e também ganhou por ippon, a terceira foi o Edmilson que também ganhou de ippon e a quarta luta... - “Minha primeira luta, depois de muito tempo, foi como esperado. No mínimo esquisita! Meu oponente era um faixa azul um pouco maior que eu, sempre tive dificuldade para lutar com pessoas com pouca experiência, elas normalmente fazem muita força e entram contragolpes que às vezes podem machucar, o caso mais comum é levar um Tani-Otoshi fora do tempo e a conseqüência é machucar o tornozelo ou joelho. Com esta preocupação acabei tentando entrar um Uchi-Mata displicentemente, e adivinhe o que aconteceu: Levei um Yuko de Tani-Otoshi (contragolpe), neste momento centrei-me novamente e levantei com o objetivo de acabar rapidamente com a luta, segurei firme gola, matei a manga, com a pegada dominada entrei um O-Soto-Gari de longe, enganchando o pé e aproximando e “vupt”, ele desmoronou e caiu no chão, ganhei por desistência, aparentemente machucou o joelho. Fiquei frustrado, não consegui entrar um golpe e nem sequer jogá-lo.” E por ultimo foi luta do Nildo que também ganhou por ippon.
A próxima equipe a enfrentar era Associação Hinode, eles mantém uma equipe master forte, com algumas figuras conhecidas na minha época como o Osvaldinho e Paulinho Castellanos. Na primeira luta foi o Fernando contra o Osvaldinho, o Fernando estava lutando bem e no final acabou levando um ippon de morote-seio-nague, na segunda luta o Xandi acabou perdendo de ippon por imobilização, na terceira luta o Edmilson perdeu levou um Kata-Otoshi e levou ippon .
Quarta luta, eu estava pronto, me sentia bem e resolvi adotar uma estratégia “infame” de não me desgastar no inicio e atacar no final da luta quando ele estivesse cansado. A estratégia não funcionou e os motivos foram: Acabei sendo surpreendido pelo preparo e força do Paulinho, nitidamente ele tinha mais ritmo e preparo em competição do que eu, após conseguir passar o primeiro 1,30’ de luta percebi que não tinha mais forças para movimentá-lo e conseqüentemente não entrei nenhum golpe, fui completamente neutralizado e acabei levando um shido por falta de combatividade e outro shido por segurar uma manga dele com as duas mãos por mais de cinco segundos. Resumindo foi um lixo de luta no meu ponto de vista, fiquei muito irritado. Perder por falta de combatividade e não conseguir fazer qualquer entrada de golpe é extremamente frustrante para mim, claro que o Paulinho tem todos os méritos, porém eu como judoca não posso aceitar perder desta forma e por causa do Paulinho e desta luta decidi treinar mais forte visando encontrá-lo em outras competições. E por ultimo o Nildo estava lutando bem e acabou perdendo por ippon no finalzinho da luta.
Desta forma acabamos em terceiro lugar, com a Hinode em primeiro e Santo André em segundo, nossa equipe a principio ficou desanimada, mas espero que se animem para o próximo ano. Afinal são as derrotas que nos fazem crescer e entender que não existe maneira fácil para ser forte e precisamos nos esforçar para vencer os desafios.

Para a competição resolvi aumentar a carga de treinos, mas nada relacionado a preparo físico, somente judô e não fazia qualquer dieta, eu não tinha qualquer pretensão em perder peso para competições por equipes. Após o anuncio que iríamos competir pensávamos em entrar com duas equipes, mas se todos quisessem competir poderíamos ter até três equipes, porém a duas semanas da competição tínhamos confirmado somente as seguintes pessoas...
Edmilson (China), Alexandre (Xandi), Affonso e Fernando Maionque
Na semana da competição Sensei Hitoshi fez uma simulação de shiai por equipe para que entrássemos no ritmo e espírito da competição.
Na sexta-feira véspera da competição confirmamos o ultimo participante ou se preferir o quinto elemento – Nildo, professor de Jiu-Jistsu e judoca muito aplicado. Nossa equipe estava formada, porém nosso maior problema era o peso, nossa equipe era muito leve e isto poderia nos trazer alguma desvantagem.Domingo dia da competição! Por incrível que pareça, eu estava muito tranqüilo, não sei explicar, não me sentia pressionado ou tenso como em outras ocasiões, nossa primeira luta seria com um clube Taboão e nesta equipe só tinha um graduado e aparentemente demonstraram inexperiência em shiai.
Nossa equipe estava tensa, a primeira luta foi o Maionque e ganhou por ippon, sofreu um pouco até conseguir jogar, a segunda foi o Xandi e também ganhou por ippon, a terceira foi o Edmilson que também ganhou de ippon e a quarta luta... - “Minha primeira luta, depois de muito tempo, foi como esperado. No mínimo esquisita! Meu oponente era um faixa azul um pouco maior que eu, sempre tive dificuldade para lutar com pessoas com pouca experiência, elas normalmente fazem muita força e entram contragolpes que às vezes podem machucar, o caso mais comum é levar um Tani-Otoshi fora do tempo e a conseqüência é machucar o tornozelo ou joelho. Com esta preocupação acabei tentando entrar um Uchi-Mata displicentemente, e adivinhe o que aconteceu: Levei um Yuko de Tani-Otoshi (contragolpe), neste momento centrei-me novamente e levantei com o objetivo de acabar rapidamente com a luta, segurei firme gola, matei a manga, com a pegada dominada entrei um O-Soto-Gari de longe, enganchando o pé e aproximando e “vupt”, ele desmoronou e caiu no chão, ganhei por desistência, aparentemente machucou o joelho. Fiquei frustrado, não consegui entrar um golpe e nem sequer jogá-lo.” E por ultimo foi luta do Nildo que também ganhou por ippon.
A próxima equipe a enfrentar era Associação Hinode, eles mantém uma equipe master forte, com algumas figuras conhecidas na minha época como o Osvaldinho e Paulinho Castellanos. Na primeira luta foi o Fernando contra o Osvaldinho, o Fernando estava lutando bem e no final acabou levando um ippon de morote-seio-nague, na segunda luta o Xandi acabou perdendo de ippon por imobilização, na terceira luta o Edmilson perdeu levou um Kata-Otoshi e levou ippon .
Quarta luta, eu estava pronto, me sentia bem e resolvi adotar uma estratégia “infame” de não me desgastar no inicio e atacar no final da luta quando ele estivesse cansado. A estratégia não funcionou e os motivos foram: Acabei sendo surpreendido pelo preparo e força do Paulinho, nitidamente ele tinha mais ritmo e preparo em competição do que eu, após conseguir passar o primeiro 1,30’ de luta percebi que não tinha mais forças para movimentá-lo e conseqüentemente não entrei nenhum golpe, fui completamente neutralizado e acabei levando um shido por falta de combatividade e outro shido por segurar uma manga dele com as duas mãos por mais de cinco segundos. Resumindo foi um lixo de luta no meu ponto de vista, fiquei muito irritado. Perder por falta de combatividade e não conseguir fazer qualquer entrada de golpe é extremamente frustrante para mim, claro que o Paulinho tem todos os méritos, porém eu como judoca não posso aceitar perder desta forma e por causa do Paulinho e desta luta decidi treinar mais forte visando encontrá-lo em outras competições. E por ultimo o Nildo estava lutando bem e acabou perdendo por ippon no finalzinho da luta.
Desta forma acabamos em terceiro lugar, com a Hinode em primeiro e Santo André em segundo, nossa equipe a principio ficou desanimada, mas espero que se animem para o próximo ano. Afinal são as derrotas que nos fazem crescer e entender que não existe maneira fácil para ser forte e precisamos nos esforçar para vencer os desafios.

1o. Hinode, 2o. Sto Andre e 3o. Hombu Budokan
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Definindo metas e pensando no futuro
Corrigindo o passado
Há alguns dias atrás a Sabrina lembrou-me que eu havia involuntariamente omitido fatos importantes na historia e que refletem diretamente nas minhas decisões, e para corrigir esta falha e mostrar a força de uma única frase vou descrever este fato - “O Dudu já fazia natação e eu disse para Sabrina que ele não demonstrava interesse pelo judô.” A resposta dela foi: - Ele gosta de natação porque eu o levo nas aulas e o incentivo a fazê-las, portanto se você quer que ele faça judô, faça a sua parte!
Tomando a decisão
Em 20 de Dezembro de 2008 foi aniversario do Eduardo e a festa de Bonenkai da Budokan, neste evento o Dudu foi promovido para faixa bordo (vinho) e o Enrique infelizmente não pode mudar de faixa, ele quase não fazia aula e seria uma injustiça com o restante dos alunos. Nesta festa de confraternização percebi que eu precisaria de algo mais para servir de exemplo para meus filhos e mais jovens e precisava ser algo que eu pudesse me orgulhar no futuro, então a primeira coisa que eu pensei foi: “Eu vou voltar a competir” – Esta decisão foi importante, era o rascunho para determinar minhas metas.
Estabelecendo Metas – Ajudando os mais novos
O maior motivo para que eu retomasse o contato com judô foram os meus filhos, eu quero que eles tenham o contato com esta nobre arte e a base e direcionamento para conquistar todos os objetivos em suas vidas.
Pensando desta forma uma das metas é colaborar com os jovens para a sua evolução como pessoas, judocas e atletas através do judô. O primeiro passo foi criar este blog com a esperança de servir de inspiração para muitas pessoas. O segundo passo é ajudar os jovens que estão próximo e desejam ser fortes e evoluir. O terceiro passo é montar um projeto social que ajude um grupo de crianças a terem a oportunidade de seguirem pelo o “caminho suave”.
Estabelecendo Metas – Motivando as academias e associações
Do meu ponto de vista os grandes formadores de atletas são as academias e associações e não clubes como vêem sendo divulgado (raras as exceções). Os clubes tem um papel fundamental na continuidade da carreira do atleta que eu considero ser na passagem da adolescência para a fase adulta. Porém durante a época de formação da criança/atleta quem é responsável pelo desenvolvimento tecnico. Este processo funciona bem porque o judô exige um longo tempo para aperfeiçoamento das técnicas e um acompanhamento quase que individual para o desenvolvimento atlético e pessoal.
Algumas associações estão se movimentando e procurando melhorar sua estrutura para manter-se como fonte de novos atletas, a minha meta é ajudar a associação que eu participo - Na sua estrutura e em outras situações que meus serviços sejam necessários e aprovados pelo Sensei.
Estabelecendo Metas – Retorno as Competições
No dia 02 de Janeiro de 2009 tomei a primeira decisão importante – “Parar de Fumar”. Para que esta ação se tornasse verdadeira alguns fatos aconteceram e motivaram-me a largar - A Dora (Tia) havia conseguido parar de fumar (fumante inveterada e compulsiva), a empresa que eu trabalho iniciou uma campanha contra o tabagismo, a cobrança dos meus filhos e esposa (antiga reclamação) e se eu quisesse voltar a competir precisa rever meus hábitos, então no dia 02 de Janeiro de 2009 de madrugada após uma crise de tosse decidi parar.
Os dois primeiros meses foram difíceis, mas utilizei de todos os artifícios disponíveis, path e chicletes de nicotina, acupuntura e exercícios, somente depois que parei percebi o quanto fazia mal, o quanto me prejudicava e o quanto eu era dependente.
A terceira decisão que tomei foi fazer um planejamento para participar e classificar em pelo menos um Campeonato Mundial Master até 2014, porém a execução deste planejamento é complexa é necessitará de um extenso controle de riscos e um plano de contingência detalhado durante todo o processo.
Conclusão
As atividades macros foram determinadas agora é preciso detalhar o planejamento e executar as tarefas estruturais deste projeto, e para cada atividade e fase concluída será uma vitoria de todos e mostrará as alegrias, as tristezas e os percalços que terei durante este caminho, mas que são fundamentais para o amadurecimento do ser humano.
“Conhecer-se é dominar-se, e dominar-se é triunfar” – Jigoro Kano
Há alguns dias atrás a Sabrina lembrou-me que eu havia involuntariamente omitido fatos importantes na historia e que refletem diretamente nas minhas decisões, e para corrigir esta falha e mostrar a força de uma única frase vou descrever este fato - “O Dudu já fazia natação e eu disse para Sabrina que ele não demonstrava interesse pelo judô.” A resposta dela foi: - Ele gosta de natação porque eu o levo nas aulas e o incentivo a fazê-las, portanto se você quer que ele faça judô, faça a sua parte!
Tomando a decisão
Estabelecendo Metas – Ajudando os mais novos
Pensando desta forma uma das metas é colaborar com os jovens para a sua evolução como pessoas, judocas e atletas através do judô. O primeiro passo foi criar este blog com a esperança de servir de inspiração para muitas pessoas. O segundo passo é ajudar os jovens que estão próximo e desejam ser fortes e evoluir. O terceiro passo é montar um projeto social que ajude um grupo de crianças a terem a oportunidade de seguirem pelo o “caminho suave”.
Estabelecendo Metas – Motivando as academias e associações
Do meu ponto de vista os grandes formadores de atletas são as academias e associações e não clubes como vêem sendo divulgado (raras as exceções). Os clubes tem um papel fundamental na continuidade da carreira do atleta que eu considero ser na passagem da adolescência para a fase adulta. Porém durante a época de formação da criança/atleta quem é responsável pelo desenvolvimento tecnico. Este processo funciona bem porque o judô exige um longo tempo para aperfeiçoamento das técnicas e um acompanhamento quase que individual para o desenvolvimento atlético e pessoal.Algumas associações estão se movimentando e procurando melhorar sua estrutura para manter-se como fonte de novos atletas, a minha meta é ajudar a associação que eu participo - Na sua estrutura e em outras situações que meus serviços sejam necessários e aprovados pelo Sensei.
Estabelecendo Metas – Retorno as Competições
No dia 02 de Janeiro de 2009 tomei a primeira decisão importante – “Parar de Fumar”. Para que esta ação se tornasse verdadeira alguns fatos aconteceram e motivaram-me a largar - A Dora (Tia) havia conseguido parar de fumar (fumante inveterada e compulsiva), a empresa que eu trabalho iniciou uma campanha contra o tabagismo, a cobrança dos meus filhos e esposa (antiga reclamação) e se eu quisesse voltar a competir precisa rever meus hábitos, então no dia 02 de Janeiro de 2009 de madrugada após uma crise de tosse decidi parar. A segunda decisão foi fazer um check-up geral visando verificar o estado de saúde atual e estabelecer se eu estava apto para competir. Dois pontos eu sabia que precisava controlar era a pressão arterial e o peso, afinal parando de fumar e a tendência seria engordar, para diminuir o impacto destes problemas aumentei a minha carga de treino e modifiquei parte da minha alimentação, obtive bons resultados estabilizei minha pressão com medicação e treino, e consegui perder nove quilos, mas ainda estou longe do ideal.
A terceira decisão que tomei foi fazer um planejamento para participar e classificar em pelo menos um Campeonato Mundial Master até 2014, porém a execução deste planejamento é complexa é necessitará de um extenso controle de riscos e um plano de contingência detalhado durante todo o processo.
Conclusão
As atividades macros foram determinadas agora é preciso detalhar o planejamento e executar as tarefas estruturais deste projeto, e para cada atividade e fase concluída será uma vitoria de todos e mostrará as alegrias, as tristezas e os percalços que terei durante este caminho, mas que são fundamentais para o amadurecimento do ser humano.
“Conhecer-se é dominar-se, e dominar-se é triunfar” – Jigoro Kano
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
O primeiro ano de treino
Nos três meses iniciais os treinos não foram constantes e eu procurava superar meus limites a cada dia, ainda bem que meus limites eram baixos, caso contrario eu teria morrido. Tecnicamente eu não achava que estava ruim e esta confiança ajudava o meu lado físico e me sentia satisfeito com a minha evolução.
Neste estagio da minha vida o judô é uma oportunidade social, alivia o estresse, e é uma das maneiras de ajudar na evolução intelectual e física dos meus filhos e além de tudo, posso contribuir para evolução de novos judocas.
Em vários momentos o sensei Hitoshi ficou preocupado, afinal eu estou longe dos 20 anos e muitas vezes passei dos limites, nunca consegui treinar sem tentar fazer o melhor e existe uma armadilha quando se tem quarenta anos, depois de um mês e meio de treinos você sente uma melhora física e a minha reação “insana” foi aumentar o ritmo, esta atitude impensada resultou em algumas contusões:
A primeira delas foi uma torção no tornozelo esquerdo (o mesmo da contusão de anos atrás) nada grave, porém doía e não conseguia fazer todos os movimentos, nesta situação conversei com meu amigo e ortopedista Eduardo Takimoto, e ele me ajudou prontamente na minha recuperação, e para não perder o ritmo resolvi não parar de treinar, mesmo contundido fui para os treinos, fazia uma proteção para o tornozelo e fazia aquilo que era possível, com o tratamento em pouco tempo voltei a fazer handori.
A segunda contusão foi mais grave treinando com o Sugata que estava se preparando para o metropolitano e paulistano sênior, acabei levando um couti-gari invertido de direita (ele é canhoto) e meu pé direito acabou torcendo e rompeu um ligamento, novamente o Eduardo Takimoto teve méritos na minha recuperação e nesta situação fiquei sem treinar poucos dias e usei a mesma estratégia da primeira contusão, fui para o treino mesmo que não fizesse nada. Eu sabia que se deixasse de ir ao Dojô poderia desistir dos treinos e ai ficaria mais um longo período sem treinar. Agora todo treino eu tinha que ficar parecendo uma múmia utilizava um faixa elástica e as tornozeleiras como proteção.
O terceiro acidente foi em um treino na Academia Alto da Lapa. Em uma sexta feira a convite do Rodrigo Motta fui conhecer a academia, rever o Sensei Uchida e participar do treino destinado aos meninos de Avaré, projeto coordenado pelo Lex e fazendo um handori com Thalitinha, uma promissora judoca do alto da lapa, ela involuntariamente acabou pisando no meu dedinho do pé esquerdo e esmagando-o ao tentar entrar um ippon-seio-nague, na hora não senti absolutamente nada, somente um pequeno incomodo. No dia seguinte ele estava um pouco inchado e roxo e não dei muito atenção continuei a treinar durante a semana até a semana seguinte quando percebi que a dor não passava e ele continuava roxo, para variar nova consulta com o velho amigo Takimoto e ele disse que eu era um demente e pediu que eu tirasse uma radiografia. Conclusão o dedo estava fraturado – mas como o dedinho não faz parte do corpo de um judoca, tomava os remédios necessários e colocava uma tala nos dedos para evitar danos maiores e ia para os treinos.
Após um período sem me machucar, aproximadamente um mês. Fazendo uchikomi (treino de entrada de golpe) acabei trincando as duas primeiras costelas fazendo um ippon-seio-nague, neste caso eu estava treinando o ippon-seio empurrando e fiz a entrada relaxado, e com o peso do adversário acabei me machucando sozinho, foi ridículo! Durante semanas fiquei sentindo dores e tive que utilizar uma cinta para minimizá-las.
A última contusão que tive foi o segundo dedinho do pé direito treinando com a Joice uma judoca que tem um grande futuro, mas para isto precisa treinar com mais foco e ouvir o que os senseis dizem. No handori ela tentando entrar um ippon-seio acabou pisando na ponta do segundo dedo e sem querer acabou empurrando o dedo para cima, conclusão o meu dedo deslocou ficando para cima e o sensei Hitoshi teve que colocá-lo no lugar novamente.
Este processo durou aproximadamente um ano e as contusões não aconteceram por acaso, o meu desleixo com corpo acabou ajudando as contusões. Quando voltei a treinar estava acima do peso, estava sem praticar qualquer atividade há muito tempo, estava com pressão alta, minha alimentação era horrível e para completar eu fumava, resumindo estava um lixo.
Após muito refletir e procurar maneiras de fazer as coisas acontecerem, percebi que além da minha cobrança existia a cobrança dos meus filhos e esposa, e era difícil explicar para eles que eu não sabia o que fazer para reverter o quadro que eu criei. Neste momento, um conjunto de situações e mais o meu retorno ao Dojô me levaram a lembrar o que é preciso ter para atingir um objetivo e a resposta encontrada foi: "Determinação". A partir deste momento coloquei um objetivo claro e acessível e que envolvesse tudo aquilo que acredito ser importante: Família, amigos, corpo e mente, e que servisse de exemplo para o futuro.
Os primeiros passos foram dados e agora vamos aguardar os próximos acontecimentos é uma questão de evolução e paciência.
“Quando verificares, com tristeza, que nada sabes, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.” – Jigoro Kano
Neste estagio da minha vida o judô é uma oportunidade social, alivia o estresse, e é uma das maneiras de ajudar na evolução intelectual e física dos meus filhos e além de tudo, posso contribuir para evolução de novos judocas.
Em vários momentos o sensei Hitoshi ficou preocupado, afinal eu estou longe dos 20 anos e muitas vezes passei dos limites, nunca consegui treinar sem tentar fazer o melhor e existe uma armadilha quando se tem quarenta anos, depois de um mês e meio de treinos você sente uma melhora física e a minha reação “insana” foi aumentar o ritmo, esta atitude impensada resultou em algumas contusões:
A primeira delas foi uma torção no tornozelo esquerdo (o mesmo da contusão de anos atrás) nada grave, porém doía e não conseguia fazer todos os movimentos, nesta situação conversei com meu amigo e ortopedista Eduardo Takimoto, e ele me ajudou prontamente na minha recuperação, e para não perder o ritmo resolvi não parar de treinar, mesmo contundido fui para os treinos, fazia uma proteção para o tornozelo e fazia aquilo que era possível, com o tratamento em pouco tempo voltei a fazer handori.
A segunda contusão foi mais grave treinando com o Sugata que estava se preparando para o metropolitano e paulistano sênior, acabei levando um couti-gari invertido de direita (ele é canhoto) e meu pé direito acabou torcendo e rompeu um ligamento, novamente o Eduardo Takimoto teve méritos na minha recuperação e nesta situação fiquei sem treinar poucos dias e usei a mesma estratégia da primeira contusão, fui para o treino mesmo que não fizesse nada. Eu sabia que se deixasse de ir ao Dojô poderia desistir dos treinos e ai ficaria mais um longo período sem treinar. Agora todo treino eu tinha que ficar parecendo uma múmia utilizava um faixa elástica e as tornozeleiras como proteção.
O terceiro acidente foi em um treino na Academia Alto da Lapa. Em uma sexta feira a convite do Rodrigo Motta fui conhecer a academia, rever o Sensei Uchida e participar do treino destinado aos meninos de Avaré, projeto coordenado pelo Lex e fazendo um handori com Thalitinha, uma promissora judoca do alto da lapa, ela involuntariamente acabou pisando no meu dedinho do pé esquerdo e esmagando-o ao tentar entrar um ippon-seio-nague, na hora não senti absolutamente nada, somente um pequeno incomodo. No dia seguinte ele estava um pouco inchado e roxo e não dei muito atenção continuei a treinar durante a semana até a semana seguinte quando percebi que a dor não passava e ele continuava roxo, para variar nova consulta com o velho amigo Takimoto e ele disse que eu era um demente e pediu que eu tirasse uma radiografia. Conclusão o dedo estava fraturado – mas como o dedinho não faz parte do corpo de um judoca, tomava os remédios necessários e colocava uma tala nos dedos para evitar danos maiores e ia para os treinos.
Após um período sem me machucar, aproximadamente um mês. Fazendo uchikomi (treino de entrada de golpe) acabei trincando as duas primeiras costelas fazendo um ippon-seio-nague, neste caso eu estava treinando o ippon-seio empurrando e fiz a entrada relaxado, e com o peso do adversário acabei me machucando sozinho, foi ridículo! Durante semanas fiquei sentindo dores e tive que utilizar uma cinta para minimizá-las.
A última contusão que tive foi o segundo dedinho do pé direito treinando com a Joice uma judoca que tem um grande futuro, mas para isto precisa treinar com mais foco e ouvir o que os senseis dizem. No handori ela tentando entrar um ippon-seio acabou pisando na ponta do segundo dedo e sem querer acabou empurrando o dedo para cima, conclusão o meu dedo deslocou ficando para cima e o sensei Hitoshi teve que colocá-lo no lugar novamente.
Este processo durou aproximadamente um ano e as contusões não aconteceram por acaso, o meu desleixo com corpo acabou ajudando as contusões. Quando voltei a treinar estava acima do peso, estava sem praticar qualquer atividade há muito tempo, estava com pressão alta, minha alimentação era horrível e para completar eu fumava, resumindo estava um lixo.
Após muito refletir e procurar maneiras de fazer as coisas acontecerem, percebi que além da minha cobrança existia a cobrança dos meus filhos e esposa, e era difícil explicar para eles que eu não sabia o que fazer para reverter o quadro que eu criei. Neste momento, um conjunto de situações e mais o meu retorno ao Dojô me levaram a lembrar o que é preciso ter para atingir um objetivo e a resposta encontrada foi: "Determinação". A partir deste momento coloquei um objetivo claro e acessível e que envolvesse tudo aquilo que acredito ser importante: Família, amigos, corpo e mente, e que servisse de exemplo para o futuro.
Os primeiros passos foram dados e agora vamos aguardar os próximos acontecimentos é uma questão de evolução e paciência.
“Quando verificares, com tristeza, que nada sabes, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.” – Jigoro Kano
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Preenchendo as lacunas do passado... - O novo começo
Em Agosto de 2008 aconteceram dois fatos interessantes o primeiro era mês de olimpíadas e eu não estava trabalhando, portanto passei todas as madrugadas assistindo lutas de judô, e a segunda, o Eduardo empolgou-se e queria lutar.
Rapidamente comecei a procurar academias perto de casa, ou melhor, que eu conseguisse sair do trabalho, pegar os meninos na escola e chegar em tempo ao treino. Por coincidência a segunda academia que eu tinha o endereço era da Hombu Budokan, mas eu inicialmente havia descartado, achava que era longe de casa, mas por sorte quando liguei para academia fui avisado que havia treinos aos sábados – Perfeito! Era tudo que eu queria e precisava. A estratégia planejada era eu entrar no Dojo junto com eles, entendia que o Dudu iria participar da aula sem problemas, porém o Enrique era pequeno e precisaria de cuidados maiores, portanto decidi que entraria junto com o Enrique para evitar problemas e que ele aos pouco fosse introduzido no judô.
Durante alguns sábados levei os meninos e em um deles encontrei o Sensei Hitoshi. Fiquei muito feliz, afinal rapidamente identifiquei o passado que eu pensava estar perdido – o de tradição e disciplina. Neste momento fiquei aliviado por deixar o Dudu treinar judô, na minha opinião este seria o melhor lugar para ele treinar. Sei que ele está em boas mãos.
Passou-se o primeiro mês de treino do Dudu e resolvi levá-lo durante a semana. Quando o levei para minha surpresa encontrei o Fernando Maionque, ele era atleta do Yamazaki e lutava na mesma categoria que eu, fiquei imensamente feliz! Quando assisti sua aula fiquei aliviado, pois percebi que eu poderia contar com ele para ajudar o Dudu e o Enrique a entender o Judô em sua essência.
Com muitas coisas boas acontecendo em minha vida acabei reencontrando um grande amigo Marcelo Fugimoto, este fato foi importante, pois em um almoço falamos sobre o passado ele me disse para eu voltar a treinar, pensei durante uma semana e comecei a preparar o meu retorno.
No final de setembro de 2008 comecei a treinar a noite, uma vez por semana com o Sensei Hitoshi na Hombu Budokan e a tentar pegar ritmo. No inicio tudo é festa e estava bem, lutava bem solto e sem qualquer preocupação ou cobrança, porém o instinto insano começava a rondar e, como esperado, o aprofundamento no judô inicia-se: Começo a ir assistir competições com mais freqüência, revejo amigos e pessoas que estavam esquecidas no meu passado, relembro dos bons momentos que vivi com o judô, começo a ler mais sobre o assunto e os caminhos que ele vem percorrendo.
E surfando pela internet encontrei o nome de Rodrigo Motta em um artigo, demoro a acreditar que seja ele, e em uma conversa com o Fugimoto descubro que eles mantém contato e por “força do destino” acabamos retomando. Conversar com ele é fantástico, pois eu não conheço ninguém mais apaixonado por judô e competições. E esta paixão é transmitida de maneira sincera para todos em sua volta – É contagiante! Então por que resistir? – Vamos Treinar!!!
“Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas” – Jigoro Kano
Rapidamente comecei a procurar academias perto de casa, ou melhor, que eu conseguisse sair do trabalho, pegar os meninos na escola e chegar em tempo ao treino. Por coincidência a segunda academia que eu tinha o endereço era da Hombu Budokan, mas eu inicialmente havia descartado, achava que era longe de casa, mas por sorte quando liguei para academia fui avisado que havia treinos aos sábados – Perfeito! Era tudo que eu queria e precisava. A estratégia planejada era eu entrar no Dojo junto com eles, entendia que o Dudu iria participar da aula sem problemas, porém o Enrique era pequeno e precisaria de cuidados maiores, portanto decidi que entraria junto com o Enrique para evitar problemas e que ele aos pouco fosse introduzido no judô.
Durante alguns sábados levei os meninos e em um deles encontrei o Sensei Hitoshi. Fiquei muito feliz, afinal rapidamente identifiquei o passado que eu pensava estar perdido – o de tradição e disciplina. Neste momento fiquei aliviado por deixar o Dudu treinar judô, na minha opinião este seria o melhor lugar para ele treinar. Sei que ele está em boas mãos.
Passou-se o primeiro mês de treino do Dudu e resolvi levá-lo durante a semana. Quando o levei para minha surpresa encontrei o Fernando Maionque, ele era atleta do Yamazaki e lutava na mesma categoria que eu, fiquei imensamente feliz! Quando assisti sua aula fiquei aliviado, pois percebi que eu poderia contar com ele para ajudar o Dudu e o Enrique a entender o Judô em sua essência.
Com muitas coisas boas acontecendo em minha vida acabei reencontrando um grande amigo Marcelo Fugimoto, este fato foi importante, pois em um almoço falamos sobre o passado ele me disse para eu voltar a treinar, pensei durante uma semana e comecei a preparar o meu retorno.
No final de setembro de 2008 comecei a treinar a noite, uma vez por semana com o Sensei Hitoshi na Hombu Budokan e a tentar pegar ritmo. No inicio tudo é festa e estava bem, lutava bem solto e sem qualquer preocupação ou cobrança, porém o instinto insano começava a rondar e, como esperado, o aprofundamento no judô inicia-se: Começo a ir assistir competições com mais freqüência, revejo amigos e pessoas que estavam esquecidas no meu passado, relembro dos bons momentos que vivi com o judô, começo a ler mais sobre o assunto e os caminhos que ele vem percorrendo.
E surfando pela internet encontrei o nome de Rodrigo Motta em um artigo, demoro a acreditar que seja ele, e em uma conversa com o Fugimoto descubro que eles mantém contato e por “força do destino” acabamos retomando. Conversar com ele é fantástico, pois eu não conheço ninguém mais apaixonado por judô e competições. E esta paixão é transmitida de maneira sincera para todos em sua volta – É contagiante! Então por que resistir? – Vamos Treinar!!!
“Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas” – Jigoro Kano
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Preenchendo as lacunas do passado... Parte VI
No segundo semestre de 2005 e primeiro semestre de 2006 não fiz qualquer atividade física, era pai fresco e a iniciava um novo desafio profissional havia entrado em uma sociedade de uma empresa de tecnologia e iria para o Rio de Janeiro toda a semana, isto é, iria para o Rio de Janeiro toda a segunda-feira e retornava para São Paulo toda sexta-feira, sinceramente eu não gostava desta vida, mas era um mal necessário.
Durante minha estadia no Rio comecei a sentir falta de fazer uma atividade física e como as academias de judô que conhecia eram muito longe de onde eu estava, pensei em praticar Krav Maga, mas só pensei! Assisti a algumas aulas, mas nunca pratiquei.
Um belo dia resolvi procurar alguma coisa para tirar o estresse acumulado e o tédio que me trazia aquela vida. conversando com um amigo ele disse que tinha uma academia em Laranjeiras, no inicio fiquei relutante em ir, mas acabei indo treinar algumas vezes o que me ajudou muito a suportar os dias que estavam por vir.
Em março de 2007 estava em São Paulo novamente agora em outras condições. Não fazia mais parte do quadro de sócios da empresa que ajudei a fundar e na minha cabeça iniciava-se uma mudança e uma nova maneira de tratar os assuntos. Em uma analise rápida podia se verificar que a minha saúde estava em estado deplorável: Muito acima do peso, pressão alta, triglicérides alto, alergias crônicas e um cansaço e desanimo de dar inveja em Morfeu - Deus do Sono. Neste momento critico e confuso aconteceu algo interessante o Dudu havia crescido e seu interesse por esportes havia aumentado e como primeira tentativa optamos pelo futebol que era próximo da escola, porém a idéia para o momento não foi feliz! Ele era muito pequeno para as outras crianças que praticavam o esporte. Com o ocorrido surgiu à idéia de colocar o Dudu para praticar judô e comecei a procurar uma academia próxima de casa – Mas não poderia ser qualquer lugar, judô de escolhinha nem pensar, só seu conhecesse o professor e confiasse plenamente nele – algo difícil ultimamente, judô de clube só é interessante a partir da adolescência próximo da fase adulta, o que eu gostaria de verdade é colocá-lo em uma academia / associação como nas que aprendi e que tem forte tradição japonesa e alta disciplina. – Naka e Vila Sonia. Em uma das minhas visitas ao CAT da federação com o Dudu acabei pegando o endereço de duas academias: A primeira que fiz opção de ir foi a Shurikan na Vila Mariana, porém para o Eduardo não havia um horário razoável, onde eu conseguisse sair do trabalho e o levasse até o judô. Mas quando vi a movimentação na academia fiquei empolgado e rapidamente resolvi voltar aos treinamentos, e de quebra às vezes trazia o Dudu para assistir, para ver se ele se empolgava com os treinos, eu não queria forçá-lo. Após um mês de treino me sentia melhor e comecei a forçar o ritmo, no terceiro mês quando me sentia bem tive uma nova lesão aplicando um tomoe-nague! Consegui descolar um músculo do osso bacia! Meu amigo que é ortopedista disse-me que talvez precisasse de uma cirurgia, logo fui obrigado a ficar de molho mais alguns meses. Como era de se esperar, mas eu não queria acreditar é que a idade chega para todos, e todo cuidado e pouco. E como não me preparei como devia acabei me prejudicando por mais um longo período.
Durante minha estadia no Rio comecei a sentir falta de fazer uma atividade física e como as academias de judô que conhecia eram muito longe de onde eu estava, pensei em praticar Krav Maga, mas só pensei! Assisti a algumas aulas, mas nunca pratiquei.
Um belo dia resolvi procurar alguma coisa para tirar o estresse acumulado e o tédio que me trazia aquela vida. conversando com um amigo ele disse que tinha uma academia em Laranjeiras, no inicio fiquei relutante em ir, mas acabei indo treinar algumas vezes o que me ajudou muito a suportar os dias que estavam por vir.
Em março de 2007 estava em São Paulo novamente agora em outras condições. Não fazia mais parte do quadro de sócios da empresa que ajudei a fundar e na minha cabeça iniciava-se uma mudança e uma nova maneira de tratar os assuntos. Em uma analise rápida podia se verificar que a minha saúde estava em estado deplorável: Muito acima do peso, pressão alta, triglicérides alto, alergias crônicas e um cansaço e desanimo de dar inveja em Morfeu - Deus do Sono. Neste momento critico e confuso aconteceu algo interessante o Dudu havia crescido e seu interesse por esportes havia aumentado e como primeira tentativa optamos pelo futebol que era próximo da escola, porém a idéia para o momento não foi feliz! Ele era muito pequeno para as outras crianças que praticavam o esporte. Com o ocorrido surgiu à idéia de colocar o Dudu para praticar judô e comecei a procurar uma academia próxima de casa – Mas não poderia ser qualquer lugar, judô de escolhinha nem pensar, só seu conhecesse o professor e confiasse plenamente nele – algo difícil ultimamente, judô de clube só é interessante a partir da adolescência próximo da fase adulta, o que eu gostaria de verdade é colocá-lo em uma academia / associação como nas que aprendi e que tem forte tradição japonesa e alta disciplina. – Naka e Vila Sonia. Em uma das minhas visitas ao CAT da federação com o Dudu acabei pegando o endereço de duas academias: A primeira que fiz opção de ir foi a Shurikan na Vila Mariana, porém para o Eduardo não havia um horário razoável, onde eu conseguisse sair do trabalho e o levasse até o judô. Mas quando vi a movimentação na academia fiquei empolgado e rapidamente resolvi voltar aos treinamentos, e de quebra às vezes trazia o Dudu para assistir, para ver se ele se empolgava com os treinos, eu não queria forçá-lo. Após um mês de treino me sentia melhor e comecei a forçar o ritmo, no terceiro mês quando me sentia bem tive uma nova lesão aplicando um tomoe-nague! Consegui descolar um músculo do osso bacia! Meu amigo que é ortopedista disse-me que talvez precisasse de uma cirurgia, logo fui obrigado a ficar de molho mais alguns meses. Como era de se esperar, mas eu não queria acreditar é que a idade chega para todos, e todo cuidado e pouco. E como não me preparei como devia acabei me prejudicando por mais um longo período.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Preenchendo as lacunas do passado... Parte V
Enquanto o Dudu crescia e eu já havia parado de treinar, porque tive dificuldade de conciliar as atividades de profissional, pai, marido e esportista, então por opção e por “preguiça” fiz a opção de não praticar esportes. Na metade de 2004 tive uma nova surpresa a Sabrina estava grávida e a previsão de chegada do bacuri era setembro de 2005.
Durante o período antes do nascimento aconteceram alguns fatos interessantes o primeiro deles foi encontrar o Eduardo Kodama (Vila Sônia) no Hospital Maternidade São Luiz, a Sabrina fazendo o acompanhamento da gravidez e o Kodama se preparando para ser pai pela primeira vez, como sempre nestes encontros de certa forma nostálgicos falamos sobre judô e da vontade de voltar a treinar. Algumas semanas depois nova surpresa encontrei em um restaurante perto do trabalho o Marcelo Fugimoto, um grande amigo, perdemos o contato após eu parar de lutar e que por obra do “destino” acabamos retomando o contato.
Entre os dias 25 e 26 de Julho de 2005 a Sabrina passou muito mal, a pressão estava alta e estávamos preocupados, pois já tínhamos a experiência do Dudu. Ele nasceu com duas semanas antes do previsto devido à elevação da pressão da Sabrina e o envelhecimento precoce da placenta. No dia 26 de Julho de 2005 a Sabrina foi internada para acompanhamento e no dia 27 de Julho de 2005, aconteceu aquilo que temíamos a pressão alterou a placenta envelhecendo precocemente, ficamos inicialmente muito apreensivos sabendo que o Enrique (Ike) nasceria prematuro (7 meses) e sabíamos dos riscos, mas graças a Deus o amigo e medico da família, Kleber Cassius Rodrigues (Obstetra) nos tranqüilizou dizendo sobre a evolução da medicina para os bebes prematuros e do apoio que teríamos dele e do hospital para a situação. Então como não sabíamos exatamente quando o Enrique iria nascer fui para casa fazer os acertos para recebê-lo e quando estava no meio do caminho recebi um telefonema que a Sabrina estava indo para sala de cirurgia e que precisava retornar imediatamente para o hospital. Cheguei em tempo e vi o Ike nascer, que alivio! Como era esperado, mas desconfortável ele teve que ficar no na UTI durante vinte dias, estava bem e precisava ganhar peso. Durante estes vinte dias percebi que crianças, pais, médicos e enfermeiras usavam a determinação e se dedicavam de maneira insana para conseguir passar pelos obstáculos impostos pela vida e quem sem esta dedicação e amor seria impossível obter os resultados esperados. O esforço, evolução tecnológica e determinação são tão grandes que ficamos sabendo de uma criança que nasceu com 600 gramas e estava bem. Em 15 de agosto de 2005 o Enrique veio para casa. Foi maravilhoso e fantástico nesta data começava um novo marco e um novo aprendizado para todos.
É importante tirar lições de todas as situações e estes 20 dias apesar de cansativos e apreensivos foram importantes para verificar o quanto as pessoas se doam e dedicam por um objetivo e que independente da área que atue a determinação e dedicação são fundamentais para o sucesso e aprendizado.
Durante o período antes do nascimento aconteceram alguns fatos interessantes o primeiro deles foi encontrar o Eduardo Kodama (Vila Sônia) no Hospital Maternidade São Luiz, a Sabrina fazendo o acompanhamento da gravidez e o Kodama se preparando para ser pai pela primeira vez, como sempre nestes encontros de certa forma nostálgicos falamos sobre judô e da vontade de voltar a treinar. Algumas semanas depois nova surpresa encontrei em um restaurante perto do trabalho o Marcelo Fugimoto, um grande amigo, perdemos o contato após eu parar de lutar e que por obra do “destino” acabamos retomando o contato.
Entre os dias 25 e 26 de Julho de 2005 a Sabrina passou muito mal, a pressão estava alta e estávamos preocupados, pois já tínhamos a experiência do Dudu. Ele nasceu com duas semanas antes do previsto devido à elevação da pressão da Sabrina e o envelhecimento precoce da placenta. No dia 26 de Julho de 2005 a Sabrina foi internada para acompanhamento e no dia 27 de Julho de 2005, aconteceu aquilo que temíamos a pressão alterou a placenta envelhecendo precocemente, ficamos inicialmente muito apreensivos sabendo que o Enrique (Ike) nasceria prematuro (7 meses) e sabíamos dos riscos, mas graças a Deus o amigo e medico da família, Kleber Cassius Rodrigues (Obstetra) nos tranqüilizou dizendo sobre a evolução da medicina para os bebes prematuros e do apoio que teríamos dele e do hospital para a situação. Então como não sabíamos exatamente quando o Enrique iria nascer fui para casa fazer os acertos para recebê-lo e quando estava no meio do caminho recebi um telefonema que a Sabrina estava indo para sala de cirurgia e que precisava retornar imediatamente para o hospital. Cheguei em tempo e vi o Ike nascer, que alivio! Como era esperado, mas desconfortável ele teve que ficar no na UTI durante vinte dias, estava bem e precisava ganhar peso. Durante estes vinte dias percebi que crianças, pais, médicos e enfermeiras usavam a determinação e se dedicavam de maneira insana para conseguir passar pelos obstáculos impostos pela vida e quem sem esta dedicação e amor seria impossível obter os resultados esperados. O esforço, evolução tecnológica e determinação são tão grandes que ficamos sabendo de uma criança que nasceu com 600 gramas e estava bem. Em 15 de agosto de 2005 o Enrique veio para casa. Foi maravilhoso e fantástico nesta data começava um novo marco e um novo aprendizado para todos.
É importante tirar lições de todas as situações e estes 20 dias apesar de cansativos e apreensivos foram importantes para verificar o quanto as pessoas se doam e dedicam por um objetivo e que independente da área que atue a determinação e dedicação são fundamentais para o sucesso e aprendizado.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Preenchendo as lacunas do passado... Parte IV
Durante o ano de 2001 fiquei dedicado ao trabalho e não pratiquei qualquer esporte somente acompanhei de longe a evolução do vôlei e do judô. Neste ano começava o um novo capitulo do mais vitorioso técnico que o Brasil conheceu: Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho – Um exemplo de determinação, e que conhece profundamente o significado de trabalho duro. Com o passar do tempo aprendi a admirar sua obsessão pela perfeição. Neste ano conheci minha esposa e amiga Sabrina e começamos a namorar no dia 25 de Outubro.
No final do primeiro semestre de 2002 fui para o E.U.A a trabalho e fiquei aproximadamente 4 meses. Foi uma ótima experiência, mas o primeiro mês foi bastante complicado, sinceramente não estava preparado financeiramente ou psicologicamente para fazer uma mudança tão radical, sofri mais do que deveria (culpa minha) deveria ter me preparado melhor tanto financeira como psicologicamente, mas como sempre só vim entender alguns anos depois. No segundo mês encontrei uma academia de artes marciais em uma cidade próxima a que estava e que tinha jiu-jitsu e judô, praticava uma ou duas vezes por semana, mas não era constante e para minha surpresa em um determinado momento me presentearam com o “Black Belt” pela Liga de Artes Marciais - Illinois, mas sinceramente nunca entendi bem como funcionava esta liga e nunca me motivei, a saber, ela não tinha qualquer filiação com as federações reconhecidas ou que eu conhecia.
Quando retornei para o Brasil no segundo semestre descobri que seria pai! (Foi uma noticia maravilhosa), a Sabrina estava grávida e até o final de dezembro/2002 ele nasceria. Com a nova situação eu e Sabrina decidimos “casar” (juntar), fizemos uma pequena reforma no apartamento e iniciamos os preparativos para receber o novo integrante da família. Neste período de preparativos e com o estresse normal da situação, resolvi voltar a treinar, mas desta vez sem a pressão de estar em uma academia de judô ou clube, combinei com o Ricardo (primo Sabrina) e ex-atleta Associação de Judô Ypiranga a voltar a praticar o judô e desenferrujar um pouco os corpos desacostumados a treinos, havia uma academia do lado de casa e lá reencontrei o Catiboriam (Ex-Atleta do São Paulo F.C – Ligeiro) e por alguns meses praticávamos duas vezes por semana, neste período convenci a Andrea (prima Sabrina e Ricardo) a praticar judô. Ela era iniciante e na época com 14 anos aproximadamente, acredito que foi uma ótima experiência, varias vezes ela diz que gostaria de voltar.
Como previsto e após algumas pequenas complicações na gravidez o Eduardo nasceu! Loirinho de olhos verdes como eu! (Imagine o que tive que escutar e tenho que escutar até hoje) E como não poderia deixar de ser, um dos primeiros presentes foi o uniforme do glorioso Palestra Itália, afinal ser Palmeirense não é questão de opção. O segundo não foi o judogui (kimono), mas no meu pensamento já estava determinado que treinar judô também não é questão de opção. Eu acredito que ele precisará entender e viver a essência do judô, e que isto ira ajudá-lo e trará vantagens no futuro – a dedicação, disciplina e aprender a perder serão partes importantes desta vivência.
No final do primeiro semestre de 2002 fui para o E.U.A a trabalho e fiquei aproximadamente 4 meses. Foi uma ótima experiência, mas o primeiro mês foi bastante complicado, sinceramente não estava preparado financeiramente ou psicologicamente para fazer uma mudança tão radical, sofri mais do que deveria (culpa minha) deveria ter me preparado melhor tanto financeira como psicologicamente, mas como sempre só vim entender alguns anos depois. No segundo mês encontrei uma academia de artes marciais em uma cidade próxima a que estava e que tinha jiu-jitsu e judô, praticava uma ou duas vezes por semana, mas não era constante e para minha surpresa em um determinado momento me presentearam com o “Black Belt” pela Liga de Artes Marciais - Illinois, mas sinceramente nunca entendi bem como funcionava esta liga e nunca me motivei, a saber, ela não tinha qualquer filiação com as federações reconhecidas ou que eu conhecia.
Quando retornei para o Brasil no segundo semestre descobri que seria pai! (Foi uma noticia maravilhosa), a Sabrina estava grávida e até o final de dezembro/2002 ele nasceria. Com a nova situação eu e Sabrina decidimos “casar” (juntar), fizemos uma pequena reforma no apartamento e iniciamos os preparativos para receber o novo integrante da família. Neste período de preparativos e com o estresse normal da situação, resolvi voltar a treinar, mas desta vez sem a pressão de estar em uma academia de judô ou clube, combinei com o Ricardo (primo Sabrina) e ex-atleta Associação de Judô Ypiranga a voltar a praticar o judô e desenferrujar um pouco os corpos desacostumados a treinos, havia uma academia do lado de casa e lá reencontrei o Catiboriam (Ex-Atleta do São Paulo F.C – Ligeiro) e por alguns meses praticávamos duas vezes por semana, neste período convenci a Andrea (prima Sabrina e Ricardo) a praticar judô. Ela era iniciante e na época com 14 anos aproximadamente, acredito que foi uma ótima experiência, varias vezes ela diz que gostaria de voltar.
Como previsto e após algumas pequenas complicações na gravidez o Eduardo nasceu! Loirinho de olhos verdes como eu! (Imagine o que tive que escutar e tenho que escutar até hoje) E como não poderia deixar de ser, um dos primeiros presentes foi o uniforme do glorioso Palestra Itália, afinal ser Palmeirense não é questão de opção. O segundo não foi o judogui (kimono), mas no meu pensamento já estava determinado que treinar judô também não é questão de opção. Eu acredito que ele precisará entender e viver a essência do judô, e que isto ira ajudá-lo e trará vantagens no futuro – a dedicação, disciplina e aprender a perder serão partes importantes desta vivência.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Preenchendo as lacunas do passado... Parte III
Em 1997 fiz a primeira tentativa de retorno ao tatame, afinal algum tempo antes eu também havia voltado a praticar a minha segunda paixão o voleibol jogava sempre que possível e escolhi fazer meu retorno na Vila Sônia afinal Sensei Massao Shinohara e Sensei Jun Shinohara sempre estiverem no topo do meu conceito tanto como Mestres, como seres humanos e, portanto naquele momento não existia lugar melhor para voltar. Em pouco tempo estava começando a me soltar e o ritmo estava melhor, apesar de não me dedicar da forma que gostaria, pois fazia algumas viagens a trabalho e utilizava uma boa parte do tempo para estudar tecnologia devido a minha profissão, sentia que estava evoluindo até que no segundo semestre daquele ano aconteceria mais um evento que novamente me tiraria do tatame.
Em um domingo do segundo semestre de 2000 no Parque Vila Lobos, eu conseguiria fazer aquilo que eu achava impossível, jogando voleibol eu torci o meu pé esquerdo de tal forma que sobrou somente o tendão, rompi todos os ligamentos e quebrei o pé em três partes, lembro-me até hoje que quando a minha mãe viu o meu pé ela começou a chorar e dizia que ele nunca mais voltaria para o lugar, felizmente ela estava errada! Ele voltou, mas durante um ano tive dificuldade para andar e sentia muita dor. Novamente fiquei sem praticar qualquer esporte, mas por causa desta situação acabei conhecendo minha esposa e hoje temos dois lindos filhos e que por obra do destino tiveram um impacto fortíssimo na minha volta ao Dojo.
Em um domingo do segundo semestre de 2000 no Parque Vila Lobos, eu conseguiria fazer aquilo que eu achava impossível, jogando voleibol eu torci o meu pé esquerdo de tal forma que sobrou somente o tendão, rompi todos os ligamentos e quebrei o pé em três partes, lembro-me até hoje que quando a minha mãe viu o meu pé ela começou a chorar e dizia que ele nunca mais voltaria para o lugar, felizmente ela estava errada! Ele voltou, mas durante um ano tive dificuldade para andar e sentia muita dor. Novamente fiquei sem praticar qualquer esporte, mas por causa desta situação acabei conhecendo minha esposa e hoje temos dois lindos filhos e que por obra do destino tiveram um impacto fortíssimo na minha volta ao Dojo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Preenchendo as lacunas do passado... Parte II
Entre o final de 1989 e 1991 aconteceram alguns imprevistos que mudariam o rumo da minha vida. A primeira mudança ocorreu entre o final de 1989 e começo de 1990, o Sensei Akira Yamamoto a quem eu tenho muito respeito e que me ajudou muito no meu desenvolvimento como atleta estava deixando o Brasil e indo para o Japão, até aquele momento ele era o Mestre que eu tinha o contato mais próximo. Foi uma grande perda para mim naquele momento.
O segundo evento foi no começo de 1990 no torneio zonal da capital (a famosa zona 4) perderia na primeira luta para o Eduardo Nagazawa (Vila Sonia) de forma incontestável nem me lembro direito, mas deve ter sido algo como 2 kokas, uns 3 yokos e um wazari, foi a pior luta que fiz na minha vida e possivelmente uma das melhores lutas do Nagazawa. Na luta seguinte ele “perdeu” para o Marcelo Eguti (Vila Sonia) e por conseqüência eu estava fora e como conseqüência estava fora do Paulistano, Paulista e etc. Neste momento senti que o chão se abriu aos meus pés e eu estava prestes a cair, eu não entendia, havia me preparado bem, eu sabia que estava bem e meu preparo físico estava bom para aquela competição, porém naquele dia eu estava irreconhecível e foi uma decepção, afinal foi a primeira vez que não chegava ao paulista. A vida é assim quando a cabeça não pensa o corpo padece e em minha opinião o meu maior erro foi o excesso de confiança, pois eu tinha certeza que aquele ano seria o “MEU ANO”, e como deu para perceber eu estava completamente enganado.
Com o ano perdido no judô resolvi dedicar-me a faculdade e a empresa que acabará de me contratar, eu havia conquistado um aumento de salário e uma promoção de estagiário para operador de computador, que alguns meses mais tarde se tornaria em uma nova promoção para Analista/Programador, porém isto é outra historia e merece um outro post. No mesmo ano no segundo semestre aconteceu algo que definiu o meu afastamento de vez, jogando basquete “rachão” na faculdade rompi 2 ligamentos do tornozelo esquerdo e tive uma torção no joelho direito deixando-me aproximadamente seis meses sem fazer qualquer atividade física, porém meu afastamento das atividades físicas não era só pela contusão, mas também porque me dedicava cada vez mais as atividades profissionais que estavam trazendo resultado significativos, e assim foi até 1997.
O segundo evento foi no começo de 1990 no torneio zonal da capital (a famosa zona 4) perderia na primeira luta para o Eduardo Nagazawa (Vila Sonia) de forma incontestável nem me lembro direito, mas deve ter sido algo como 2 kokas, uns 3 yokos e um wazari, foi a pior luta que fiz na minha vida e possivelmente uma das melhores lutas do Nagazawa. Na luta seguinte ele “perdeu” para o Marcelo Eguti (Vila Sonia) e por conseqüência eu estava fora e como conseqüência estava fora do Paulistano, Paulista e etc. Neste momento senti que o chão se abriu aos meus pés e eu estava prestes a cair, eu não entendia, havia me preparado bem, eu sabia que estava bem e meu preparo físico estava bom para aquela competição, porém naquele dia eu estava irreconhecível e foi uma decepção, afinal foi a primeira vez que não chegava ao paulista. A vida é assim quando a cabeça não pensa o corpo padece e em minha opinião o meu maior erro foi o excesso de confiança, pois eu tinha certeza que aquele ano seria o “MEU ANO”, e como deu para perceber eu estava completamente enganado.
Com o ano perdido no judô resolvi dedicar-me a faculdade e a empresa que acabará de me contratar, eu havia conquistado um aumento de salário e uma promoção de estagiário para operador de computador, que alguns meses mais tarde se tornaria em uma nova promoção para Analista/Programador, porém isto é outra historia e merece um outro post. No mesmo ano no segundo semestre aconteceu algo que definiu o meu afastamento de vez, jogando basquete “rachão” na faculdade rompi 2 ligamentos do tornozelo esquerdo e tive uma torção no joelho direito deixando-me aproximadamente seis meses sem fazer qualquer atividade física, porém meu afastamento das atividades físicas não era só pela contusão, mas também porque me dedicava cada vez mais as atividades profissionais que estavam trazendo resultado significativos, e assim foi até 1997.
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